quinta-feira, 30 de julho de 2009

VAIDADE PRECOCE EXAGERADA: RISCO DOS COSMÉTICOS




Riscos a serem pagos pela vaidade infantil exagerada podem trazer conseqüências drásticas à saúde das crianças.
Salto alto, unhas pintadas, madeixas alisadas ou tingidas, essas e outras atitudes podem parecer de uma mulher adulta, mas esta descrição se encaixa perfeitamente na realidade de muitas meninas a partir dos 4 anos de idade. Esse excesso de vaidade e a imposição de novos valores se devem, em primeiro lugar, à influência da mãe ou de alguma outra presença feminina próxima à criança. Outra responsável por esse comportamento também pode ser desencadeado por intermédio da mídia e a constante promoção do culto à beleza observados nas novelas e revistas.
Flavia Silva é mãe de Tamires, 6 anos,diz que a filha desde os 5 anos começou a usar batom e a se interessar por produtos de beleza da irmã Raquel de 17, a mãe comenta que Tamires é uma verdadeira “peruazinha”, sempre que vou ao salão de belezas ela é a primeira a sentar-se na cadeira e a escolher os tons mais Pink do esmalte e de batom que deseja usar.
“Minhas filhas começaram muito cedo a gostar de esmaltes, brincos e tinturas, a mais velha, desde os 10 já fazia chapinha nos cabelos, a culpa foi minha que sempre incentivei esse lado precoce delas, sabia que estava agindo arredo, porém acabei cedendo por ser uma coisa que eu própria gostaria de ter feito na idade delas, mas minha mãe não deixava”, diz Flavia.
Clara Alcântara é mãe de Carolina de 7 anos e diz estar sempre muito presente nas atitudes e vontades da filha, para ela os pais devem ficar atentos as mudanças radicais que acontecem na vida das “pimpolhas”.
“Acredito que as crianças devem viver a infância como crianças, fazer coisas que crianças fazem, como brincar, correr e estudar, tudo de acordo com o tempo e a idade, quando os pais são muito liberais acabam pagando um preço alto, por deixarem suas filhas seguirem por uma vaidade precoce e exagerada, cada coisa tem seu tempo para acontecer” ressalta Clara.
A dermatologista Leila Carvalho adverte os pais a tomar bastante cuidado quando o assunto é vaidade precoce exagerada, para ela quanto mais retardar o contato da pele e dos cabelos das crianças com esses produtos, melhor, porque se a criança tiver algum tipo de alergia, as conseqüências tendem a ser menos dramáticas na vida adulta.
“O s pais devem ficar alerta, pois a cútis das crianças são mais sensíveis e muito mais finas do que a de uma pessoa adulta, as fórmulas dos produtos destinados aos adultos são extremamente agressivas e oferecem inúmeros riscos a saúde da criança”, adverte a dermatologista.
Leila Carvalho dá dicas para que os pais que queiram fazer o gosto da garotada, que preparem uma nécessaire especial para elas, com produtos específicos para a sua idade, vale lembrar que eles têm menos perfume e usam conservantes suaves, evitando problemas como dermatite e rinite alérgica, optar por marcas renomadas e esquecer de uma vez por todas os produtos Made in China e procurar sempre olhar na embalagem dos cosméticos se o produto tem o selo da ANVISA é mais uma dica da doutora.
Para ajudá-las nessa tarefa, a dermatologista dá dicas do que fazer quando a sua pequena pedir para...

USAR A MAQUIAGEM
Faça primeiro um pequeno teste, aplicando finas camadas numa parte inferior da pele, se não notar alterações, dê seqüência. Caso apresente algum sinal de irritação, como vermelhidão, coceira e inchaço, remova com água e aplique uma pomada à base de hidrocortisona. Quanto às cores, sugira tons de rosa e bege, pois os corantes são menos agressivos, só evite mesmo a maquiagem, se comprovar que sua menina é realmente alérgica aos cosméticos.
PINTAR AS UNHAS DE VERMELHO
Mesmo quando levá-las à manicure, tenha sempre em mãos esmaltes anti-alérgico, numa cor capaz de agradar a sua filha, tente convencê-la de trocar o vermelho pelo rosa, por exemplo. Atenção! Caso note a extremidade dos dedos ou do canto das unhas apresentando sinais de vermelhidão, remova o esmalte rapidamente e jamais volte a aplicá-lo.
FAZER CHAPINHA OU USAR O SECADOR
Para melhorar a alto estima vale até alisar os cabelos, mas de maneira responsável. Você precisa assumir essa tarefa, usando os equipamentos em temperaturas moderadas para não queimar o couro cabeludo e nem os fios da criança. Na hora de secar os fios em casa, não puxe muito os cabelos, apenas passe a escova. Já a chapinha deve ficar bem longe das mãozinhas, pois a temperatura é alta e ela pode até queimar o rosto num breve descuido.
TINGIR OS CABELOS OU ALISAR
Evite ao máximo as químicas, escova progressiva só a partir dos 15 anos, por conta do formol. Como a pele é sensível, os componentes dos alisantes podem causar bolhas e vermelhidão, extremamente prejudiciais à saúde. Se ainda assim não tiver como dizer não, substitua as tinturas por cosméticos à base de henna e canetas coloridas, desta forma sua pequena ficará linda, satisfeita e não haverá riscos à saúde. Afinal, o efeito desses produtos é semelhante ao da tinta convencional.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

PRODUÇÃO DE LIXO CRESCE DESORDENADAMENTE NO PAÍS

Conscientização se faz necessária, para que mudanças possam ser feitas
A produção de lixo vem aumentando assustadoramente em todo o planeta. Segundo estimativas, só no Brasil são produzidos cerca de 240 mil toneladas de lixo por dia. Cada ser humano produz semanalmente aproximadamente 5 kg de lixo, faz-se necessário a conscientização ambiental, para que se possa oferecer melhorias na qualidade de vida e condições ambientais dignas para a atual e as futuras gerações do planeta.
Deste montante 88% do lixo doméstico gerado pelos brasileiros, vão para os aterros sanitários e apenas 2% de todo o país, passa pelo processo de reciclagem, proporções que deveriam ser maiores, mas que não acontecem pelo fato de que reciclar custa aproximadamente 15 vezes mais caro para os cofres públicos do país, do que simplesmente depositá-los em aterros.
Segundo o biólogo Marcos França, a falta de conscientização e de incentivo por parte das pessoas e do governo, torna difíceis as ações capazes de alterar a realidade ambiental vivenciada atualmente.
“enquanto não houver medidas fortes e eficazes em prol do meio ambiente e a conscientização das pessoas e do governo para mudar o quadro atual, continuaremos vendo rios e animais desaparecendo, e desta forma refletindo na sociedade com a falta de água potável”, diz o biólogo.
Além das grandes quantidades de lixo produzidos no país um dos fatores principais que contribuem e muito para a degradação do meio ambiente são as sacolas plásticas e as garrafas do tipo PET, que só aumentam dia após dia e como não se degradam rapidamente são ameaças constantes ao meio ambiente.
Para se ter uma idéia, só o Brasil no ano de 2007, produziu 432 mil toneladas de lixo de garrafas do tipo PET, liberou no meio ambiente pelo menos 200 mil toneladas. Em relação ao ano anterior, foram produzidas pelo menos 25 mil toneladas a mais.
Já as sacolas plásticas, produzidas desde a década de 1950, calculam-se que anualmente são produzidas cerca de 1 trilhão em todo o mundo, o Brasil produz mais de 12 bilhões por ano, em que 80% delas são utilizadas uma única vez.
Juntas, as garrafas e as sacolas são peças fundamentais para que sejam proporcionadas as enchentes nas cidades, a mortandade de animais marinhos e para a degradação de toda a fauna e flora do mundo.
Apesar de iniciativas realizadas por ONGs, incentivando aos consumidores e supermercados a utilização de caixas de papelão e sacolas de pano em substituição as de plástico, a maioria das pessoas continuam utilizando-as, infelizmente as sacolas de plástico são gratuitas para os consumidores, mas têm um custo incalculável para o meio ambiente, capazes de provocar desequilíbrios ambientais, em alguns casos até irreversíveis.

RECLICLE SEU LIXO FAÇA SUA PARTE.
Com a colaboração das pessoas interessadas, podemos facilitar ainda mais o processo de reciclagem. A reciclagem do material é muito importante, não apenas para diminuir o acúmulo de dejetos, como também para poupar a natureza da extração inesgotável de recursos. Veja como fazer a coleta seletiva e dar a sua parcela de contribuição na preservação do meio ambiente.

Procure o programa organizado de coleta de seu município ou uma instituição, entidade assistencial ou catador que colete o material separadamente. Veja primeiro o que a instituição recebe. Não adianta separar, por exemplo: plástico, se a entidade só recebe papel. Para uma coleta de maneira ideal, separe os resíduos em não-recicláveis e recicláveis e dentro dos recicláveis separe papel, metal, vidro e plástico.

Escolha um local adequado para guardar os recipientes com os recicláveis até a hora da coleta. Antes de guardá-los, limpe-os para retirar os resíduos e deixe-os secar naturalmente. Para facilitar o armazenamento, você pode diminuir o volume das embalagens de plástico e alumínios amassando-as. As caixas devem ser guardadas desmontadas. Os objetos reciclados não serão transformados nos mesmos produtos. Por exemplo, garrafas recicláveis não serão transformadas em outras garrafas, mas em outros materiais, como solados de sapato.

Veja exemplo de materiais recicláveis:

Papel: jornais, revistas, formulários contínuos, folhas de escritório, caixas, papelão, etc.
Vidros: garrafas, copos, recipientes.
Metal: latas de aço e de alumínio’, clipes, grampos de papel e de cabelo, papel alumínio.
Plástico: garrafas de refrigerantes e água, copos, canos, embalagens de material de limpeza e de alimentos, sacos.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

PORTADORES DE DOENÇAS E DEFICIÊNCIAS DESCONHECEM BENEFÍCIOS GARANTIDOS POR LEI


Portadores de doenças e deficiências muitas vezes desconhecem direitos garantidos por lei criados para trazer uma folga no orçamento doméstico é o que revela um levantamento realizado em conjunto pela Prefeitura, Receitas Estadual e Federal, INSS e Caixa Econômica Federal. Foi apontando a existência de, pelo menos, 11 tipos de benefícios para esses cidadãos. Além disso, existem isenções de Imposto de Renda, ICMS, IPVA, IPI, IOF, possibilidade de saque antecipado do FGTS, concessão de passe livre e benefícios previdenciários, como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, amparo assistencial e adicional de 25% sobre a aposentadoria.
O casal Emerson e Jaqueline, ambos com 28 anos e portadores do vírus HIV a quatro anos, lutaram para se recolocarem no mercado de trabalho e na convivência social. Sabem bem o que é sentir na pele todos os sintomas do tratamento da doença e das dificuldades em conseguir direitos adquiridos. "Não sabíamos a quem ou a qual órgão recorrer naquele momento, foi quando pedimos orientação jurídica e psicológica a respeito de tratamentos e direitos de isenções. Hoje temos uma visão diferenciada sobre nossa situação e de muitas outras pessoas que passaram ou estão passando o que um dia nós vivenciamos juntos, não desejo isto a ninguém, não tínhamos nenhum conhecimento a respeito deste assunto", diz Jaqueline.
O advogado Daniel Alcântara, explica que a isenção é um benefício do direito tributário restrito a casos especiais e que foi concedido temporariamente pelo poder público. A concessão, segundo ele, é justificada pelo fato de que algumas doenças dificultam a força produtiva destas pessoas, além de os gastos com tratamento serem dispendiosos.
Ele comenta que a isenção do Imposto de Renda é a única que abrange boa parte dos portadores de doenças graves por ser um tributo relativo à pessoa. O mesmo não acontece com impostos indiretos, como ICMS e IPTU, que recaem sobre produto e imóvel, respectivamente, e não o paciente. "Em geral, os benefícios, por serem regulamentados em lei, são concedidos com o simples pedido do interessado ao órgão competente. Nos casos em que os direitos são negados, é preciso recorrer a advogados para impetrar mandado de segurança. Infelizmente a maioria da população desconhece que tem tais direitos. Cabe ao poder público fazer uma campanha de esclarecimento", esclarece Daniel.
Conheça seus direitos
Isenção de Imposto de Renda (apenas sobre proventos de aposentadoria, pensão e reforma)
Quem pode: Portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, fibrose cística, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids) e hepatopatia grave.
Como proceder: Formalizar pedido junto à fonte pagadora (na maioria dos casos é o INSS). Entre outros documentos, é exigido laudo oficial. Caso o objetivo seja recuperar valores retidos, é preciso recorrer ao plantão fiscal da Receita Federal.
Isenção de ICMS e IPVA
Quem pode: portadores de deficiência física e paraplegia que queiram adquirir automóvel adaptado. é preciso que o solicitante seja o motorista do veículo.
Como proceder: Protocolar requerimento na Receita Estadual. Entre os documentos exigidos estão laudos do Detran, atestando incapacidade para dirigir automóveis comuns e a sua habilitação para fazê-lo com as adaptações necessárias.
Isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto sobre Operação Financeira (IOF)
Quem pode: altistas e portadores de deficiência mental severa ou profunda e física, atendendo às especificações legais, que queiram adquirir um automóvel. Não é necessário ser o condutor. Como proceder: Procurar a recepção da Receita Federal. Entre os documentos exigidos, estão laudos do SUS ou de entidade conveniada. O solicitante não pode ter débitos junto aos órgãos públicos.
Auxílio-doença
Quem pode: Segurado que ficar incapacitado para o trabalho por mais de 15 dias consecutivos por motivo de doença. Pessoas com tuberculose ativa, hanseníase, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids) e contaminação por radiação têm direito ao benefício independente do pagamento de 12 contribuições.
Como proceder: O requerimento pode ser feito pela Internet ou em uma das agências do INSS, podendo ser solicitado pelo empregado ou pela empresa. Entre os documentos exigidos estão atestados médico e de afastamento do trabalho.
Aposentadoria por invalidez
Quem pode: Trabalhadores que, por doença, foram considerados incapacitados para exercer suas atividades. Não vale para casos em que o solicitante já tiver doença ou lesão que geraria o afastamento, a não ser quando a incapacidade resultar no agravamento da enfermidade.
Como proceder: O benefício pode ser solicitado nas agências do INSS. Uma das exigências é parecer da perícia atestando incapacidade física e/ou mental.
Amparo assistencial
Quem pode: Idosos a partir de 65 anos e portadores de deficiência, que tenham renda familiar inferior a um quarto do salário mínimo e portadores de doenças graves que precisam de acompanhamento 24 horas e requerer o benefício em uma das agências do INSS.
Como proceder: Requerer o benefício em uma das agências do INSS. Adicional de 25% na aposentadoria
Passe livre
Quem pode: portador de deficiência física, auditiva, visual e mental, além de oncologia, renal crônico e síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids) em tratamento ambulatorial. Como proceder: Procurar o Departamento de Promoção da Pessoa Portadora de Deficiência. Portadores de deficiência passarão por triagem no órgão. Nos demais casos, a carteira é liberada mediante a apresentação de comprovante de tratamento.
Saque do PIS e do FGTS
Quem pode: portadores da síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids), neoplasia maligna e doenças terminais.Como proceder: atendimento pelo telefone 0800-7260101 da Caixa Econômica Federal.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

ABUSO SEXUAL NA INTERNET: UMA REALIDADE BEM PRÓXIMA

Crescem casos de imagens de abuso sexual infantil na grande rede, o alvo são crianças menores de 12 anos.
As denúncias de páginas na Internet contendo imagens de abuso sexual de crianças aumentaram no último ano, de acordo com um relatório da Internet Watch Foundation (IWF), uma das maiores organizações de fiscalização da pedofilia na Internet que demonstram que a pedofilia é a perversão sexual, na qual a atração sexual de um indivíduo adulto esta dirigida primeiramente para crianças abaixo da idade de consentimento, considerada como uma desordem mental e de personalidade do adulto. Classificado como crime na legislação de inúmeros países, o assédio sexual a tais crianças, por meio da Internet, também constitui crime. Outras práticas correlatas, como divulgar a pornografia infantil ou fazer sua apologia, também configuram atos ilícitos classificados como crime, assim como incluir links para endereços contendo pornografia infantil.
Segundo a IWF, o aumento no número de casos descobertos ocorreu em parte por causa da melhora nos processos de recebimento de denúncias da própria organização. O relatório revelou também uma escalada na severidade das imagens. Mais de três mil páginas continham imagens mostrando abusos sérios, como atividades sexuais envolvendo penetração ou sadismo. Muitas das crianças envolvidas têm menos de 12 anos de idade e em sua grande maioria são cometidos por pessoas do sexo masculino.
Abusada sexualmente pelo padrasto quando tinha 11anos, a menina Isabela de Castro, atualmente com 16, luta para superar os traumas que marcaram sua vida após três anos do ocorrido.
“fui abusada por ele antes de completar meus 12 anos, era uma criança que não sabia se defender, além de tudo isso, era ameaçada de morte se contasse para alguém o que ele fazia comigo”, conta Isabela.
Sua mãe ao descobrir o abuso, denunciou o marido que atualmente esta preso, arrependido ele diz que a vida para ele nunca mais será de tranqüilidade.
“denunciei ele logo assim que descobri, fiquei sabendo da pior maneira, meu irmão ficou sabendo que circulava na internet fotos de uma menina lourinha de olhos azuis, em um site de pornografia, começamos a buscar na rede e quando me deparei com a imagem, não tive dúvidas, era a minha Isabela, fiquei desesperada, meu irmão queria matá-lo, mais eu não deixei, achei melhor denunciá-lo à justiça”, relata a Mãe de Isabela.
Para Isabela, a vida continua, mais o trauma persiste em acompanhá-la nas noites de sono, ela diz que não dorme tranqüila desde o ocorrido.
“Tento seguir minha vida, com a ajuda da minha mãe e da família, o trauma se torna maior quando vou dormir, às vezes sonho com tudo aquilo, agora só o que quero é estudar e proporcionar a minha mãe o melhor que eu puder, agradeço a Deus por estar viva, e poder dar continuidade aos meus sonhos, apesar de ter tido minha infância arrancada de mim do dia para a noite”, diz a menina.
Segundo o psicólogo Marcelo Silva, casos como estes são comuns em todos os lugares do mundo, alguns se arrastão durante anos e quando são descobertos, toda uma estrutura familiar acaba sendo destruída com atos baseados em muita violência.
“existem casos parecidos com o da menina Isabela, espalhados por todo o planeta, situações que terminam sempre em atos ligados a violência no âmbito familiar, seguidos de traumas que perduram por toda a vida, tanto para a pessoa que sofreu o abuso quanto para a família que tem o papel fundamental em ajudá-la, mas que sofreu rupturas em sua estrutura e acaba isolando-se e fechando os olhos para a realidade”, comenta Marcelo Silva.
O psicólogo defende a atuação da família e de um acompanhamento médico ideal para cada caso, alerta aos pais para que fiquem atentos, visto que atos de abuso sexual em geral são cometidos por pessoas próximas à família.
“A família tem papel fundamental no processo de recuperação da criança, ela serve de alternativa para que a criança sinta-se amada, os pais devem manter-se em alerta, pois na maioria dos casos, a pessoa que comete o abuso, são pessoas bem próximas a família, evitar que as crianças façam uso da internet é uma boa saída, desta forma estarão protegendo-as de ameaças da “rede”. No senso comum a gente sempre pensa: 'ela é tão pequenininha que não vai entender o que se passou e não vai guardar essa memória'. Mas as marcas são mais intensas porque ela não tem condições psíquicas de elaborar aquela situação, é neste momento que entra em ação a presença de um psicólogo experiente no assunto que irá auxiliá-la para amenizar as seqüelas deixadas pelo agressor”, conclui o Psicólogo.

domingo, 24 de maio de 2009

MEDO DE DIRIGIR: SENTIMENTO ATINGE CONSIDERAVELMENTE PESSOAS NO PAÍS.


Dirigir para muitos é uma atitude bem comum, para outros o ato se transforma em grande pesadelo, só de imaginar entrar no carro, dar a partida e sair pelo transito caótico das grandes cidades é motivo suficiente para garantir ao condutor do veículo um estado de tormento e ansiedade. O medo de dirigir é um sentimento que atinge um número considerável de pessoas no país, muitos procuram tratamento e acabam por levar uma vida de dependências e privações tanto físicas quanto psicológicas.

Certamente, você conhece alguém que possui habilitação, tem um automóvel, mas não dirige. Essa pessoa pode ter mais do que uma simples ansiedade ou um medo passageiro, ela pode ter fobia de dirigir e quando o perigo não se mostra tão evidente, mas vago e persistente, os sinais de advertência que provocariam o medo não são percebidos conscientemente, determinando, apenas, um estado de apreensão, denominados ansiedade.
Segundo o Centro de Psicologia Especializada em Medos os perfis da pessoa com fobia de dirigir são na maioria mulheres na faixa etária entre 30 e 45 anos, demonstram-se pessoas que expressam confiança, são organizadas, detalhistas, sensíveis e inteligentes. Preocupam-se com os problemas alheios e não aceitam críticas por acreditarem que as críticas podem magoá-las e/ou irritá-las, não admitem errar.
A fobia de dirigir, por outro lado, tem como características uma ansiedade e/ou medo intensos e algumas reações corporais como sudorese, tremores nos braços e pernas, taquicardia e boca seca. Tudo isso experienciado diante do ato ou da simples possibilidade de dirigir.
A Comerciante Maria Aparecida, 32 anos, enquadra-se perfeitamente nas descrições do perfil apresentado pelo CPEM, habilitada a 3 anos as únicas vezes que teve contato direto à condução de um veículo foram na Auto-escola, depois que foi aprovada no exame de direção teve uma discussão no trânsito e deste então tem pavor só de pensar em dirigir.
“Sou habilitada a tempos, sempre ia para o trabalho de carro, tive uma Briga no transito acabei levando um tiro e desde este dia nunca mais consegui voltar a dirigir, sempre que entro no carro, a cena passa em minha mente como um filme, começo a suar frio e a tremer sem parar”, conta a comerciante.
Os homens também sofrem, são atingidos pela Síndrome do Carro na Garagem. O seu perfil é de uma pessoa muito capaz e muito sensível as coisas belas da vida, como a música, a arte, o pôr-do-sol, paisagens bonitas. É sincero e inteligente. Gosta de conversar. Enfim, apresenta gosto por um mundo menos agressivo. Geralmente é muito ligado a família. E por ainda vivermos numa sociedade um tanto machista, para ele é muito difícil lidar com esta situação.
Sérgio Alfradique, 45 anos, também sofre com a fobia, dirigir nem pensar diz ele, que desde que se tornou habilitado, passou a ter ansiedade excessiva só de imaginar ter que dirigir nos grandes centros em meio ao trânsito caótico.
“Sinto calafrio só de imaginar, entrar no carro e encarar engarrafamentos, buzinas e palavrões, tenho carro desde que conquistei minha habilitação, mas nunca o tirei da garagem nem mesmo para lavá-lo”, conta Sérgio.
O psicólogo, Adalberto Cavalcante, atitudes como as da comerciante Maria Aparecida e Sérgio Alfradique, são comuns em pessoas que sofrem de fobia de dirigir e ansiedade, porém acrescenta que a melhor opção para casos como estes e dirigir-se o quanto antes para entidades que tratam de pessoas que sofrem com ansiedade.
“Atualmente as pessoas com medo e ansiedade, possuem em sua grande maioria a possibilidade de reverter o caso e voltar a conduzir automóveis. O próprio DETRAN já oferece palestras de motivação, dinâmica de grupo e relaxamento a fim de disponibilizar a formados e recém-formados que possuam dificuldade no ato de dirigir a obterem confiança e a retornarem ás ruas conduzindo seus veículos”, esclarece o Psicólogo.
“Uma boa maneira é a pratica da terapia cognitiva e de comportamento que possuem as formas de psicoterapia mais populares e eficientes para tratar a ansiedade. Exercícios e outras atividades físicas também são bons para aliviar o estresse e ansiedade”, conclui

Orientações para quem deseja vencer o medo/fobia de dirigir

Compasse a sua respiração. O ansioso tem uma respiração rápida e “curta”, utilizando, apenas, o tórax. De boca fechada, inspire lentamente pelo nariz e vá sentindo o ar chegar até os seus pulmões. Deixe seu abdômen expandir enquanto inspira, utilizando o músculo diafragma. Depois expire devagar pela boca.
Faça algum tipo de atividade física e relaxamento muscular, para produzir endorfinas, substâncias que neutralizarão a química da ansiedade.
Inicie uma aproximação com o carro mesmo dentro da garagem. Entre, ajuste o banco, sinta o espaço interno, ligue e desligue o carro.
Ainda dentro da garagem, ligue o carro e faça pequenos movimentos para frente e para trás.
Dê voltas no quarteirão em horários sem movimento. Procure ruas tranqüilas e que não tenham crianças.
No começo, escolha sempre um ou dois trajetos. Isto evitará ansiedade.
Comprometa-se consigo mesmo (a), pelo menos duas vezes por semana para praticar o exercício de dirigir. Esta prática deve ser considerada como uma tarefa do dia-a-dia. O hábito diário é que fará você adquirir confiança.
Quando se sentir confiante, inicie trajetos maiores ou que tenham subidas e uma maior quantidade de veículos. Infelizmente, poucas são as pessoas que conseguem superar sozinhas o medo de dirigir. A essas pessoas é aconselhável procurar um tratamento especializado com um psicólogo.

domingo, 10 de maio de 2009



ORIGINAL, GENÉRICO OU SIMILAR?




Medicamento genérico se torna cada vez mais popular, porém dúvidas ainda são freqüentes.




Os medicamentos genéricos surgiram em 1999, como saída para os brasileiros comprarem, pelo menos 40% mais baratos, e não param de fazer crescer sua fatia no mercado. Para que isso ocorra, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) controla todos os tipos de medicamento e aplica um modelo de controle e fiscalização analisando com muito rigor, e exige que os genéricos sejam testados em humanos e que demonstrem que, quando ingeridos, a quantidade de remédio que vai para o sangue e os efeitos no organismo sejam os mesmos que os do medicamento de referência.

O medicamento genérico é a cópia dos remédios que têm mais de 20 anos e por isso perderam a patente. Ele é testado para garantir o mesmo efeito que o remédio original. Os remédios originais são resultados de pesquisas científicas de uma indústria farmacêutica, que busca encontrar um novo medicamento para determinada doença. O processo de pesquisa dura em média de 8 a 12 anos e pode chegar a custar US$ 800 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão de reais), o que reflete nos anos preços repassado aos consumidores. Os Similares assim como Genéricos, são cópias dos originais, possuem o mesmo princípio ativo, mas não garantem o mesmo efeito terapêutico no organismo. Por isso, se houver opção entre genérico e similar, o primeiro é mais vantajoso.

Porém, ainda assim, surgem dúvidas se ambos podem substituir os remédios originais, em entrevista ao JFV, o Doutor Joaquim Henrique Taranto Pereira, do Centro Integrado de Gastroendocrinologia, do Rio de Janeiro, esclarece dúvidas freqüentes e qual a melhor forma de usar esses medicamentos.




Jornalismo Fonte de Vida: quanto aos medicamentos genéricos e similares, ambos podem substituir o remédio original?
Joaquim Henrique: Pedir a orientação médica é o primeiro passo antes de preferir um produto a outro. As pessoas também precisão entender que genérico e similar, são medicamentos diferentes. Quanto à questão de obtenção de benefício e malefícios, o mais provável é que as pessoas deixam de obter benefícios.

JFV: O preço do medicamento Similar é sinônimo de baixa qualidade?
JH: Não, o medicamento para fazer efeito não depende apenas da substância que ele contém, importa também que toda uma estrutura seja posta em prática na fabricação do medicamento, para que este medicamento tenha uma substância ativa capaz de reagir de forma eficaz na doença. Do contrário ele pode ser inibido no meio gástrico, ele pode não ser dissolvido corretamente ou pode ser influenciado por algum alimento, então é para isto que existem as provas de bioequivalência e biodisponibilidade que servem para constatar se o medicamento agirá corretamente e diretamente na região da enfermidade.
Os remédios genéricos passam por todas as provas, até que se tenha um resultado definitivo, se o princípio ativo fará o mesmo efeito obtido com os originais, já os similares, em sua grande maioria não possuem todas essas provas por serem fabricados por laboratórios de baixo poder aquisitivo e não possuem verbas suficientes para realizarem o mesmo estudo que é feito com os genéricos.
JFV: As pessoas podem escolher um medicamento similar, mesmo que o médico tenha receitado o original?

JH: Pode, isto é uma questão de livre escolha do paciente. Nós, médicos, não podemos impedir que o paciente escolha o medicamento, o que pode ser feito, é orientar este paciente, onde o médico com sua experiência podem estar dizendo – “Olha, este remédio será o que melhor surtirá efeito no caso da sua enfermidade, talvez outro não terá o mesmo resultado”.
No entanto, ele pode acabar de sair do consultório médico, chegar à farmácia e o balconista oferecer outro ao invés do pré-escrito pelo médico e ele comprá-lo. Aí é onde entra a questão onde devemos alertar as pessoas sobre a diferença entre Balconista e Farmacêutico. O balconista é a pessoa que não tem conhecimento aprofundado sobre o medicamento e acaba vendendo outro remédio, visando seu próprio benefício uma vez que existem laboratórios que dão comissão aos balconistas para vender seus medicamentos. Já o farmacêutico não, ele tem conhecimento sobre o medicamento e pode estar efetuando ou indicando algum outro com o mesmo princípio ativo do original, então, enquanto o paciente estiver em meu consultório eu tenho responsabilidade com ele, fora isto, só posso orientá-lo.

FJV: Já houve casos em que o senhor tenha receitado um medicamento genérico a seu paciente e o mesmo, ter causado efeitos colaterais?
JH:
efeito colateral a pessoa pode ter até com um simples Chá, ou qualquer remédio caseiro, o que já vi, mas não antes dos genéricos, foi eu ter receitado um medicamento a meu paciente e dentro do prazo que eu havia estipulado para que ele voltasse para novos exames não ter obtido nenhum resultado. Enviei o remédio para análise e foi constatado que o mesmo era só farinha, logo em seguida entrei em contado com a ANVISA e eles localizaram e fecharam o laboratório localizado no fundo de quintal no bairro de Jacarepaguá.
JFV: O que o senhor indica a seus pacientes e as demais pessoas, quanto à qualidade e escolha dos medicamentos?
JH:
devido ao atual poder aquisitivo das pessoas, eu indico a Farmácia Popular, porém existem medicamentos originais que ainda não foram feitas cópias genéricas e/ou trata-se de um problema onde somente o original será totalmente satisfatório para aquele tipo de doença.

terça-feira, 28 de abril de 2009

TECNOLOGIA A FAVOR DA SEGURANÇA PÚBLICA






A vigilância com câmeras para combater o crime se espalha pelas ruas do país
Com o aumento da criminalidade nas ruas, um procedimento que se torna cada vez mais freqüente é a instalação das câmeras de segurança, atitudes que no início só eram tidas por estabelecimentos como empresas, condomínios e shoppings centers a fim de monitorar e se prevenir contra assaltos; as câmeras suspensas registram tudo o que acontece nos locais, 24 horas por dia. Entre cenas banais, flagram desde pequenos delitos, como furtos, até seqüestro-relâmpago e tentativas de latrocínio.
Com capacidade de filmagem 24 horas e ângulo de 360 graus, são capazes de captar imagens - muitas das vezes inusitadas - num raio de meio quilômetro, podem ainda, visualizar desde a placa de um automóvel a um rosto de uma pessoa.
Procedimento adotado com cada vez mais freqüência no mundo inteiro – além de Londres onde 150 mil câmeras vigiam as ruas, cidades como Nova York, Washington, Paris, Berlim e Bruxelas já dispõem do serviço, que segundo moradores e entidades governamentais tornaram-se de vital importância para a segurança da cidade e como ponto chave para a inibição das ações criminosas que pensam duas vezes antes de praticar um delito.
No Brasil, a cidade de Joinville, em Santa Catarina, adotou o sistema no fim de 2001. Hoje, são 41 câmeras monitorando a região central e quatro bairros da cidade. Curitiba tem catorze câmeras na Rua Quinze de Novembro, no centro. Em Suzano, na Grande São Paulo, são treze delas vigiando 23 quadras do centro. A Praia de Boa Viagem, no Recife, conta com doze desde o mês passado. Até dezembro, Belo Horizonte irá ganhar 72 nas áreas com maior concentração de loja.
Mesmo com iniciativas de sucesso em outros países, para boa parcela da sociedade brasileira, quando se fala em câmeras de segurança, fica dividida entre o combate a criminalidade e falta de privacidade.
Katharine Lopes, 27 anos, universitária, acredita que para um bom funcionamento da segurança nas cidades, os sistemas internos e externos de câmeras, que monitoram ambientes e ruas das regiões com alto índice de criminalidade são de vital funcionalidade.
“defendo a iniciativa de monitoramento nas ruas, tal atitude ajuda para que a polícia possa agir com mais rapidez, serve ainda, como auxílio para que crimes sejam desvendados e que assaltantes possam ser reconhecidos no ato do furto ou crime, porém, sinto-me constrangida em pensar que onde quer que eu esteja e fazendo o quer que seja, haverá alguém me vigiando, sinto minha privacidade invadida e minha identidade perdida, sem saída; fico entre a dúvida da minha segurança e minha privacidade invadida.”, diz a universitária.
Para o Paulista Regis Siqueira de Amorim, 43 anos, a privacidade de todo indivíduo deve ser preservada, diz que com as câmeras, não são apenas os criminosos que ficam inibidos em efetuar as ações, mas toda a sociedade.
“Sinto-me no Big Brother, quando penso que estou sendo filmado 24 horas, me dá até arrepio, fico triste em saber que para garantir nossa segurança temos que nos submeter à exposição de câmeras, que acabam retirando das pessoas a espontaneidade, fazendo com que vivamos robotizados e sem expormos características próprias, que são desestimuladas quando o cérebro imagina que têm alguém nos vigiando”, ressalta o Paulista.
Para o Policial Militar, Gilson Andrade, 45 anos, o advento das câmeras de segurança, age como reforço fundamental à ação da polícia, e peça chave para desvendar crimes e ataques criminosos envolvendo inocentes nas grandes metrópoles.
“A segurança publica tem muito a agradecer e a incentivar para que cada vez mais, as cidades passem a utilizar as câmeras de segurança nas ruas, afim de, amenizar ações criminosas. O trabalho da polícia tem melhorado e muito com o auxilio do monitoramento 24 horas efetuado junto aos batalhões, se for efetuado um levantamento de quantos crimes já foram solucionados com o auxilio das câmeras hoje, com os crimes solucionados antes delas, certamente teremos um percentual demonstrativo de qualidade e desempenho das ações policiais com o auxílio das “maquininhas fofoqueiras”, Conclui o Policial.
Para o sociólogo, Carlos Rofmam, a sociedade sente-se dividida devido à falta de costume, para ele o costume é uma coisa que se conquista com o tempo e que só ele é capaz de modificar e fazer com as pessoas repensem seus conceitos e prioridades.
“o problema que surgem junto às boas idéias é que elas acabam dando muito trabalho, para que algo novo seja implantado no cotidiano das pessoas, requer tempo e uma boa divulgação antecipada, apontando pontos positivos e negativos, para que as deduções e decisões possam ser enquadradas dentro de suas mentes, o novo, acaba sendo uma ameaça, a ponto de impedi-los de visualizar a positividade do que esta sendo oferecido” conclui Rofmam.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

DROGAS: UMA VIAGEM SEM VOLTA
Relatório revela 26 milhões de dependentes químicos no mundo e mortes passam de 200 mil por ano

Curiosidade, influência dos amigos, desejo de fuga, busca pelo prazer... Esses são os principais motivos que levam uma pessoa a buscar as drogas. De acordo com Relatório Mundial sobre Drogas 2008, elaborado pelo escritório das Nações Unidas e contra Drogas (UNODC), os dependentes químicos estão na casa de 26 milhões e as drogas ilícitas matam 200 mil por ano.
Conhecida como “drogas das Elites”, a cocaína foi símbolo nos anos 1980, de uma geração denominada “yuppies”, jovens profissionais bem-sucedidos que inalavam em busca de energia e auto-estima. Já nos anos 1990, outro fenômeno, a popularização da música eletrônica e da cultura “clubber”, foram responsáveis pelo aumento do uso de drogas entre jovens, sendo o ecstasy e o LSD as mais famosas delas.
O advogado, Fernando Amorim, 32, encaixa-se perfeitamente nas características relacionadas e no relatório divulgado pela UNODC. Cinco anos longe das drogas, conta que as sequelas deixadas por ela foram marcantes em sua vida, o fato der ser usuário de drogas interferia em sua carreira, no seu cotidiano e com sua relação interpessoais com as pessoas mais intimas.
“Usei drogas desde meus 23 anos de idade, comecei usando maconha, depois em festas passei a utilizar o ecstasy e LSD, levei transtorno e desespero para toda minha família, cheguei a entrar para o mundo do crime, roubava e traficava para manter meu vício, larguei meu trabalho, perdi o respeito dos meus amigos e por pouco não acabei com meu casamento, abalado pelo incessante vício que me consumia”, relata Fernando.
Uma droga que chama a atenção e que causa grande preocupação na comunidade médica, é o crack , que rapidamente vicia e destrói o organismo do usuário. Segundo dados o Ministério da Saúde, entre as drogas ilícitas, o crack e a cocaína são as consideradas mais preocupantes, devido à relação que apresentam com a criminalidade e às fortes reações durante as síndromes de abstinência de seus usuários.

Sem querer se identificar L.B, 52, conta que sua vida hoje é um verdadeiro inferno, Mãe de três filhos, já perdeu um para o tráfico, e os outros dois, já procurou ajuda em diversas entidades governamentais e particulares para tirá-lo do vício das drogas, porém, não obtive nenhum resultado.
“O vício é uma coisa incontrolável, meus filhos são boas pessoas, mas infelizmente estou perdendo eles para o tráfico e para o crack e agora para a heroína, procurei todo tipo de ajuda e não tive nenhum resultado, sempre que penso estar tudo bem com eles, o jogo vira contra mim, e o resultado e catastrófico, dia desses, meu filho mais novo teve que ser levado às pressas para o hospital, ele teve princípio de overdose por ter usado heroína, não sei mais o que fazer, só Jesus para tirá-los dessa vida ingrata”, conta a mãe L.B.

Tabaco e álcool matam 7,5 milhões por ano
Os dados sobre as chamadas “drogas lícitas”, como o tabaco e o álcool, são ainda mais assustadores. O cigarro mata 5 milhões de pessoas por ano e o álcool, cerca de 2,5 milhões. O tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, matando mais do que o álcool e as drogas ilegais. Por isso é um dos maiores problemas de saúde mundial.
De acordo com dados de 2008 da Organização Mundial da Saúde (OMS), na média, todo fumante perde 15 anos de vida em comparação às pessoas que não possuem o hábito. O Cigarro possui em sua composição mais de 4.500 complexos químicos, como arsênio, amônia, sulfito de hidrogênio e cianeto hidrogenado. O fumo pode ocasionar doenças isquêmicas do coração, isquemias ou hemorragias cerebrais, doença pulmonar obstrutiva crônica, cânceres de pulmão, boca, laringe, esôfago e bexiga.
A necessidade de beber maiores quantidades de álcool para obter os mesmos efeitos, o aumento da importância do álcool na vida da pessoa e a falta de controle em relação ao momento de beber, além do surgimento de síndrome de abstinência, caracterizada por tremor das mãos, distúrbios gastrintestinais e do sono, são os principais sinais de que a pessoa esta sofrendo de alcoolismo.
Os indivíduos dependentes do álcool podem desenvolver várias doenças. Entre as mais freqüentes estão relacionadas ao fígado (esteatose hepática, hepatite alcoólica e cirrose), ao parelho digestivo (gastrite, síndrome de má absorção e pancreatite) e ao sistema cardiovascular (hipertensão e problemas cardíacos).

Vigilância domiciliar

Para o médico e psicólogo Arnaldo Valentim, os pais devem ficar atento a seus filhos, pois identificar se eles estão utilizando drogas ou consumindo bebidas alcoólicas é bem nítido, primeiro pela mudança de comportamento e depois por mudanças bruscas de atitudes, se chagam em casa muito tarde, dificuldade para dormir e falta de concentração.
“Os principais motivos que levam uma pessoa a utilizar drogas esta relacionados a fatores sociais e culturais, estímulo dos colegas, necessidade de se sentir “parte da turma”, busca de prazer e fuga de um estado depressivo”, esclarece Arnaldo.
Segundo Arnaldo, uma boa política de drogas eficaz que funcionaria não pode estar relacionada à pedagogia do terror, segundo ele a repressão é apenas um passo.
“É necessário promover maiores direitos para as pessoas. Instituir uma política de redução de danos causados pelas drogas. As novas medidas adotadas pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), seguem essa linha, por meio da viabilização dos Centros de Atendimento Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD). É um serviço ambulatorial que integra uma rede de atenção em substituição à” internação psiquiátrica” e que tem como princípio a reinserção social. Realiza ações de assistência, de prevenção e capacitação de profissionais para lidar com os dependentes”, conclui.

quinta-feira, 23 de abril de 2009






SUPERVIA: PEDIDOS DE DESCULPAS NÃO CONVENSEM A POPULAÇÃO


Após greve na semana passada, usuários ainda temem que outra greve aconteça.

Insegurança e medo são sentimentos que marcam profundamente os usuários dos trens da empresa SuperVia, na cidade do Rio de Janeiro. Após uma semana marcada pela greve dos ferroviários, que reinvindacavam por melhorias no transporte, conturbadas e inusitadas situações como a ocorrida na estação de Madureira, onde um repórter da TV Globo filmou um grupo de Agentes de Controle agredindo passageiros em uma composição desumanamente superlota, faz com que o medo de uma nova greve e de que agressões como as divulgadas por todos os veículos de comunicação voltem a acontecer, uma vez que tais modificações não estão sendo notadas pelos usuários do transporte.

De acordo com relatos de passageiros as cenas de violência são rotineiras, e que situações como as ocorridas em Madureira são habituais em outras estações nos demais ramais, dizem ainda, que os Agentes de Controle, não usam apenas os tais “chicotes” dos apitos, usam ainda pedaços de pau, barras de ferro, cabos de vassouras e cães, para reprimir pessoas que pulam os muros das estações ou estejam segurando as portas nos vagões.

A Advogada Amanda Ferraz, 36 anos, diz já ter presenciado inúmeras citações como as divulgadas pela mídia, nas estações do ramal que Liga Deodoro a Central do Brasil. “utilizo os trens todos os dias da semana, por ser um transporte rápido, vivemos em uma cidade onde o transporte público esta a beira de um colapso, infelizmente vira e mexe é possível ver uma pessoa sendo agredida ou mal atendida nas estações, sei que segurar as portas das composições é crime, porém, acredito que a empresa deveria executar um trabalho de reciclagem junto a seus funcionários, para que possam atender melhor as pessoas que fazem uso dos trens”, diz a Advogada.

Para a Supervisora de Call- Center, Cristina Siqueira, 30 anos, seu maior medo e que a greve volte a acontecer, e que todo o transtorno volte a mudar sua rotina diária. “Moro em Saracuruna, e dependo do trem para ir trabalhar todos os dias, a passagem dos ônibus aqui é cara e de carro, torna meu orçamento um pouco puxado, tenho medo que as reinvidicações feitas pelos maquinistas, não sejam atendidas e que todo aquele pesadelo volte a acontecer”, relata Cristina.

Em comunicado, divulgado pela rádio interna da concessionária, o Presidente da SuperVia, Amin Murad, em resposta aos acontecimentos pediu desculpas aos usuários e disse que a atitude tomada pelos Agentes de Controle contraria as normas da empresa. “Estou aqui para pedir desculpas a cada um de vocês, pelo episódio lamentável ocorrido na quarta feira (15), na estação de Madureira. Gostaria de ressaltar que tais atitudes contrariam completamente os valores de nossa companhia, que tem como foco o respeito a você, os Agentes de Controle, estão aqui para atender a todos com dignidade”, Comunicou Amin Murad.

O Representante comercial, Carlos Cavalcante, 42 anos, alega que os pedidos de desculpas sempre são feitos após ter acontecido algo que a mídia faz uma divulgação, porém muitos outros casos já aconteceram e como não foram noticiados, ficaram sem punições. “acredito que o papel dos Agentes de controle seja fundamental nas estações, mas agredir pessoas que ajudam a pagar seus salários é uma atitude nada menos que desequilibradas. Seria melhor os representantes da SuperVia antes de pedirem desculpas, treinassem melhor seus funcionárários. A população também têm um papel importante nesta melhoria todos devem se conscientizar e ajudá-los comunicando os erros e impedindo que alguns vândalos destruam um patrimônio bastante utilizado por todos há muito tempo.

Agente de Controle a dois anos M.R, não quis se identificar, porém diz estar consciente de que todos os guardas recebem instruções de abordagem e de atendimento ao público, e diz que casos como o ocorrido na estação de Madureira são causados pela exceção que acaba marcando e queimando a imagem dos demais.
“somos devidamente treinados nas práticas de atendimento, acompanhamos palestras onde é possível aprender técnicas de abordagem, o resto, trata-se de questão de educação, não sou defensor de ninguém, apenas dou meu ponto de vista sobre o assunto onde a maioria acaba pagando por uma equipe mal formada e despreparada psicologicamente para atuar em situações de crise, afinal estávamos enfrentando uma greve, é comum termos pessoas segurando portas isto é uma realidade, infelizmente isto acontece, pois assim como existem as exceções de guardas mal preparados temos uma parcela de clientes com baixo grau de educação e respeito ao próximo, que ao segurar as portas impede que os que saem de suas casas para trabalhar, cheguem ao seu destino ou retornem com a devida segurança e pontualidade, pois a viagem acaba sendo retardada, afinal os trens não podem sair com as portas abertas” diz M.R.
Atualmente, 11 são os números de municípios cortados pela linha férrea, que tem 225 kilômetros de extensão, com 89 estações, mais de 500 mil pessoas utilizam o transporte ferroviário, que possuem 170 composições onde juntas efetuam cerca de 666 viagens diariamente.

domingo, 5 de abril de 2009

O DRAMA DAS BALAS PERDIDAS

Aline da Conceição Viana, 39 anos, estava em sua residência no bairro Costa Barros, zona norte do Rio de Janeiro. Quando no dia 02 de abril de 2009, foi vítima por uma bala perdida, que perfurou seu braço esquerdo e na altura do coração. Aline, que mora próximo à comunidade conhecida como Morro da Pedreira, ficou sem os movimentos do braço e esta aposentada por invalidez. Sem querer tirar fotos, forneceu esta entrevista no interior de um ônibus.

Como era a comunidade quando você veio morar aqui?
Era boa, tinha poucas pessoas morando ainda, vim pra cá com meus pais quando tinha 16 anos. Brincava no meio da rua com meus amigos sem me preocupar com tiroteio e coisas deste tipo. Hoje, não deixo meu filho nem ir até o portão sozinho e muito menos ficar brincando na rua com os amiguinhos dele, porque quando menos esperamos a polícia sobe o morro e começam os tiros, pondo em risco as pessoas que moram no morro.

Qual é a sua opinião sobre a violência aqui no Rio de Janeiro?
Minha opinião não e muito diferente das outras famílias que moram próximas ou em comunidades carentes, a de total abandono.

Qual e seu maior medo, sabendo que a violência só cresce na cidade?
Meu maior medo e perder meu filho que esta com cinco anos de idade e meu marido que trabalha fora e chega à noite por volta das 10:00 hs.

Qual é a medida que vocês tomam quando acontecem os confrontos entre polícia e bandido na comunidade?
Agente se esconde abaixado no banheiro, porque fica localizado no meio da casa e se vier alguma bala terá que passar por três paredes até chegar onde estamos.

Já esteve em meio a um confronto?
Sim, estava voltando do trabalho e quando menos esperava a polícia apareceu e começou um tiroteio infernal. Era muito tiro eu me escondi atrás de um carro e me joguei no chão, fiquei lá por mais ou menos duas horas até a polícia ir embora e os tiros pararem.

O que você pensa para o futuro?
Para o meu futuro não penso em muita coisa não, mais para o futuro do meu filho sim; ele só tem cinco anos e ainda tem muita coisa para fazer. Primeiro quero sair deste local, que antes era de muita tranqüilidade. Agora estou vendendo a minha casa para mudar para um local menos violento, sei que vai ser difícil encontrar, mais sei que ainda existe. E só assim ficarei despreocupado em relação ao futuro de minha família.
O que você espera do governo em relação a violência?
Não espero mais nada. Não temos mais em quem confiar, votamos porque é “obrigatório” mesmo sabendo que estamos colocando mais um bandido na política brasileira que podemos considerar mais um reforço para a violência que já existe e que piora a cada dia.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Timidez:um obstáculo para o progresso profissional



Um desafio que deve ser encarado com determinação

Com um mercado de trabalho extremamente competitivo, não basta apenas ter um bom currículo ou boa aparência se você não tiver um perfil comunicativo. Muitas pessoas encontram dificuldades devido a um problema muito comum: a timidez.

Uma característica capaz de transformar excelentes profissionais em indivíduos inseguros e hesitantes, pode impedir que candidatos qualificados conquistem uma vaga, simplesmente por não conseguirem driblar e vencer a inibição. Além de um currículo favorável e experiência no mercado, é extremamente importante que o candidato seja capaz de demonstrar suas habilidades e tenha desenvoltura para argumentar e se fazer ouvir.

Quando surge uma oportunidade de emprego que se encaixa perfeitamente no seu perfil, o tímido entra em uma angustiante fase, na qual terá que se expor ao ser avaliado por pessoas desconhecidas. Entretanto, isso não significa que este indivíduo jamais encontrará “seu lugar ao sol”.

Wagner Dantas, 27, que trabalha em um escritório de contabilidade, conta que para conseguir uma colocação no mercado de trabalho não foi uma tarefa nada fácil, pois a timidez o atrapalhava sempre que era chamado a uma entrevista. “É difícil para uma pessoa tímida se soltar, tornar-se extrovertida, sempre que estava de frente com o entrevistador, minha timidez aflorava e me travava, não conseguia me soltar e mostrar minhas aptidões”, diz Wagner.

Nova faseApós um difícil processo de seleção, conviver com novos colegas de trabalho é também um desafio. " O dia seguinte às vezes pode ser pior do que o processo seletivo, saber que você irá ter que conviver com pessoas de diferentes aspectos e temperamentos, se torna um pesadelo”, ressalta Wagner Dantas.

O psiquiatra Sérgio Azevedo, acrescenta que nem sempre um perfil extrovertido é o melhor, segundo ele "em funções que exijam soltura, e uma extroversão maior, a inibição pode impedir que a pessoa obtenha resultados positivos, no entanto, em algumas funções é melhor que haja um perfil mais discreto”, pondera o doutor.

Para o médico, um dos fatores principais é não deixar que a timidez se torne uma fronteira invencível. “Quando o problema vir a comprometer a vida profissional e familiar, é preciso procurar tratamento, com auxílio de algumas técnicas, é possível reduzir a timidez e, principalmente, os sintomas a elas relacionados”, diz.

O profissional, ainda, ressalta que durante esse processo de mudança, o medo de ser julgado ou criticado não pode ter espaço em seus pensamentos. Siga em frente e aprenda a assumir as suas qualidades.
Por: Toni Rodrigues

Cerca de 200 mil brasileiros desaparecem

Famílias enfrentam dificuldades para se reestruturarem

Não existem palavras, línguas, gestos ou mesmo pensamentos que possam expressar a dor da perda. Sentimento que há dois anos, atormentam a vida da dona de casa, Márcia Cristina da Costa, 38 anos, que chora todos os dias com o sumiço de sua filha, Clara, de 12 anos, seqüestrada na porta da escola aos 10.
“Minha filha é tudo na minha vida, nunca imaginei que uma coisa destas iria acontecer em minha família, agente vê sempre este tipo de caso na televisão ou em novelas, nunca imaginamos que um dia aquilo pode acontecer conosco. Minha vida e de toda minha família parou no tempo, gastamos o que tínhamos e o que não podíamos, à procura de nossa linda Clarinha, tive que sair do trabalho por conseqüência de uma forte depressão, não conseguia me concentrar em outra coisa senão no paradeiro de minha filha” Lembra Márcia Cristina.

Já faz dois anos que não sei nada sobre minha filha, porém, nunca perdi a esperança de um dia reencontrá-la, algumas pessoas me aconselharam a tentar esquecer e se conformar com a perda, mais eu nunca irei desistir, sou movida pelo amor que sinto por ela e pela força que Deus me dá para continuar”. diz emocionada a mãe da menina.

Na realidade, o drama enfrentado por ela não é um caso isolado no Brasil. Embora não existam dados oficiais que determinem a quantidade de pessoas desaparecidas no Brasil, a ONG Movimento Nacional de Direitos Humanos, com base em uma extensa pesquisa, calculou que cerca de 200 mil pessoas desaparecem, por ano, no País.

Os desaparecimentos acontecem em grandes proporções, principalmente, nos países menos desenvolvidos, que acabam sofrendo com a precariedade de meios para a investigação, busca e identificação dos casos. Só no Brasil, estima-se que entre 10% e 20% dos casos permaneçam sem solução por um longo período ou jamais tiveram resolução. Um dos casos mais conhecidos é o do menino Carlos Ramires, o Carlinhos, que sumiu em 1973, no Rio de janeiro, quase 36 anos depois, o caso permanece sem solução.

E agora?

Então, se faz necessário que uma pergunta seja respondida: De que forma uma família, deve reagir se tiver um parente desaparecido, e como suportar a dor e dar continuidade à vida?

De acordo com o psicólogo, Claudio Guimarães, cada família reage de forma variada, umas abandonam toda a rotina do trabalho e em decorrência disto, acabam sendo demitidos, fazendo com que a situação se agrave ainda mais. Outras preferem isolar-se e acabam perdendo a vontade de viver.

O psicólogo ressalta, ainda, a importância da formação de redes de solidariedade entre famílias que passam pelo mesmo drama. “Quando as famílias passam a trocar experiências, elas acabam descobrindo que existem outras famílias com o mesmo problema e que não são os únicos que têm parentes desaparecidos, desta forma, conseguem ajudar-se mutuamente a se reerguerem e continuar tocando a vida".

A descrição das famílias feitas por Claudio Guimarães, descreve exatamente o que acontece com inúmeras pessoas no país, outro fator que deve ser lembrado é que nem sempre um desaparecimento se dá por conta de um seqüestro ou algo desta natureza, existem outros fatores como, maus tratos e violência sexual dentro dos lares, fator que determina que menores fujam de casa e acabam morando em abrigos ou se perdendo dos pais.

De acordo com dados do Instituto Econômico de Pesquisas Aplicadas (IPEA), cerca de 80 mil menores vivem em abrigos no País. Embora nem todas tenham perdido o vínculo com seus familiares, essa é uma situação comum nessas instituições. Por conta disso, a Fundação para a infância e adolescência (FIA), além do programa “SOS Criança Desaparecida”, também mantém o “Procuro Minha Família”, cuja função é localizar os parentes dos menores abrigados e de portadores de necessidades especiais, que também se encontram nessas instituições e reintegrá-los ao convívio familiar.

Prevenção

Para evitar que as crianças se percam, o “SOS Criança Desaparecida” orienta os pais a manter uma identificação junto aos filhos com nome, telefone e endereço (pode ser a carteira da escola ou uma pulseira de identificação, se a criança for pequena). Também é importante orientar os filhos a não aceitarem balas nem dinheiro de estranhos, e também não fornecerem endereço e telefone para pessoas desconhecidas (exceto se a criança estiver perdida). Se forem a lugares de grande circulação, marcar, em caso de perda, um ponto de encontro.

Se o menor desaparecer no Rio de Janeiro, a família deve entrar em contato com o SOS Criança Desaparecida” pelos telefones (21) 2286-8337. Nos demais estados, porém, há serviços de divulgação e localização de crianças desaparecidas, que formam a Redesap, cujo telefone é (61) 3429-9851
No site www.desaparecidos.mj.gov.br o internauta pode procurar orientações sobre como agir.
Por: Toni Rodrigues

TRIBOS URBANAS: SINÔNIMO DE PRECONCEITO


Jovens são alvos de preconceito e descriminação.



Preconceito, desconfiança, intolerância, curiosidade, admiração ou apenas modismo. Estas são algumas considerações feitas sobre as tribos – grupos de jovens unidos por um estilo de música, objetivos, ideologias, isto é, alguma identidade em comum.

A expressão "tribo urbana" foi cunhada pelo sociólogo francês Michel Maffesoli, que começou usá-la nos seus artigos a partir de 1985. A expressão ganhou força três anos depois com a publicação do seu livro Le temps des tribus: le déclin de l'individualisme dans les sociétés postmodernes.
Maffesoli destaca algo paradoxal nas tribos urbanas. Elas são instáveis e "abertas", podendo uma pessoa que participa delas "evoluir de uma tribo para a outra". Por outro lado, essas tribos alimentam um sentimento de exclusividade e um "conformismo estrito" entre seus participantes.

Hoje em dia, não é raro encontrarmos pelas ruas da cidade tribos de diversas particularidades, com sentimentos e atitudes culturais variadas. Uma das tribos mais recente e muito comentada nas escolas e faculdades são os EMOS. Grupos com características marcantes, compostos por jovens com feições tristes, trajes escuros, olhos pintados de preto e franjas caindo sobre os olhos. Chegaram ao Brasil em meados de 2003 sob a influência do estilo musical “emocore” – rock pesado com letras românticas.
Devido às características marcantes e atitudes inusitadas os jovens que fazem parte desta tribo sofrem com o preconceito, que freqüentemente são expostos.

O estudante Ricardo Bittencourt, 22 anos diz ter passado por humilhações pelo fato de ser Emo. “Estava no shopping com meus amigos também Emo, quando fomos abordados por dois homens aparentando ter entre 39 e 40 anos, que nos humilharam na praça de alimentação, aos gritos nos chamaram de gays, disserem que havíamos errado ao nascer e que éramos motivo de desgosto para nossos pais”, conta Ricardo.

“Senti-me humilhado, todos nos olharam, alguns com pena, outros com desconfiança e alguns até sendo favorável a situação, aproveitaram para dizer que somos jovens doentes”, acrescenta o estudante.

A psicóloga Márcia Chagas, esclarece que na sociedade em que vivemos, ser diferente gera preconceito, este sentimento pode ser visto como um entrave do desenvolvimento e do relacionamento da humanidade.
Para ela, é inadmissível aceitar atitudes e situações como as enfrentado pelo estudante Ricardo, porém é indiscutível sentir o preconceito e, somente é capaz de percebê-lo quem já passou por tal situação.

“Discrimina-se por quase tudo: pelo vestuário, pela linguagem, pela cor, pelo credo, pela posição social, etc. apesar de serem considerados depressivos, a maneira de se vestir ou cortar os cabelos pode ser uma forma de chamar a atenção sobre si, e nem sempre vem acompanhado de melancolia” esclarece.

“Tudo isto deveria ser diferente, afinal, vivemos em um pais onde a diversidade cultural é tão presente, que o surgimento dessas tribos deveria ser vistos com outros olhos, aceitar seria a palavra chave, quando isto acontecer, haverá um lugar onde as pessoas enfim poderão ser compreendidas e aceitas como seres comuns.” Conclui.

LISTA DE TRIBOS ESPELHADAS PELO MUNDO

Headbangers, Punks,Góticos, Headbangers, Rivetheads, Emos, Hippies, Grungers, Rappers, Pagodeiros, Clubbers, Skinheads, Surfistas, Otakus, Geeks, Regueiros, Rodados, Torcedor Organizado, Patricinhas, Playboys, Mauricinhos, Preppys, From UK, Basofes, Mitras/Chungas, Fashionistas


Por: Toni Rodrigues

quinta-feira, 31 de julho de 2008

ABANDONDONADOS E DESAMPARADOS PELA SOCIEDADE

Cerca de 300 mil brasileiros vivem marginalizados, excluídos da vida social. Seres Humanos com esperanças esgotadas, perdidas em meio à paisagem urbana.


Percorremos, eu e meu amigo Roberto Batista, o centro da cidade e a orla de Copacabana em um dia de feriado, mais precisamente no dia 22 de Maio de 2008 (corpus Christi), para capturarmos fotos a serem apresentadas a um trabalho de faculdade. Escolhemos o tema Faces do Rio, que tinha como objetivo mostrar os dois lados da moeda na vida e no cotidiano de uma metrópole como o Rio de Janeiro.
Mostramos com este trabalho momentos felizes e tristes da realidade carioca, momentos glamurosos como pessoas fazendo massagem e admirando a linda paisagem das praias de Copacabana e de abandono representado por uma mulher comendo alimentos encontrados nas lixeiras dos quiosques e outra dormindo em meio a um montante de lixo na calçada. Situações que são vivenciadas pelos cidadãos todos os dias e a todo instante. Através das fotos que serão mostradas a seguir, é possível identificar o contraste de uma realidade visível aos olhos de quem quer enxergá-las, como pessoas que fazem parte do quadro social, mas que são vistas como “fantasmas ambulantes”. É possível parar por um estante que seja, e observar que as pessoas quase passam por cima e não vê que são seres humanos.
É triste, porém, uma realidade que dia-após-dia só aumenta. Já tive a oportunidade de ter uma conversa com moradores de rua, constatei que na maioria são pessoas que já ocuparam status e que vieram de famílias com nível financeiro elevado, mas que por motivos que alguns preferem não comentar os levam a se isolar e a viverem nas ruas.
Severino de Castro e Catarina Boaventura, nomes fortes e de boa aparência, apesar de estarem sujos, vivem nas ruas e justificam o motivo de estarem nesta situação da seguinte forma:


“o destino me deu tudo que uma pessoa poderia ter, porém, o mesmo destino me
tirou tudo que tinha e agora me encontro na decadência que estou. Já fui rico um
dia, já tive bens de valores que nem acredito ter possuído, mas a sorte me
largou e agora tudo que me resta são estas roupas sujas, depender dos outros
para comer, do governo já não espero mais nada, porque já se sabe o quanto eles
nos admiram, afinal somos apenas pedaços de trapos perambulando pelas ruas da
cidade e incomodamos apenas os donos de restaurante e estabelecimentos que
ofereçam comidas a seus clientes. Para mim só o que me resta e esperar e rezar
para que um dia quem sabe, eu possa sair desta pra melhor, ou melhor, dizendo,
partir desta pra melhor. Morrer sem esperança de melhorias para mim, minha
esposa e as outras milhares que estão por este mundo de meu Deus”.
Desabafa


Veja contrastes que foram possíveis serem fotografados e observem como o Glamour e o Descaso caminham lado-a-lado.











segunda-feira, 14 de julho de 2008


GIBI, IMPORTÂNCIA SEM FIM
Jornais publicam quadrinhos desde o fim do século XIX e suas tiras começaram a ser reimpressa em revistinhas em 1929.Criadas por Will Eisner em 1937 na grande depressão, que os comic books e as histórias criadas para este formato surgem para conquistar o espaço que antes fora das pulp magazines, revistas populares de contos de aventura, fantasia e ficção científica.
Desde então os gibis ou revistas em quadrinhos como queira chamá-los, tomaram conta da vida e do cotidiano dos mais novos aos mais velhos sem distinção de idade. Muitos começaram a ler gibis pelo fato de se imaginarem por alguns instantes que seja um super herói e caírem de corpo e alma nas cenas ais quais estão lendo, ou até mesmo, como uma forma de distração (passa tempo), ou para as crianças uma forma também de aprenderem a ler e escrever de forma correta.
Os quadrinhos sem dúvidas vieram para inovar a vida dos adeptos do livrinho, que aos poucos foi tomando conta do cotidiano, em geral das crianças e a prova disto estão nos dias de hoje, onde mesmo com o avanço da tecnologia e o acesso a Internet de forma mais habitual o nosso velho e amigo gibi ainda continua fazendo parte da vida de muitas pessoas, que aos lêem continuam com as mesmas imaginações como enquanto crianças ou como uma descoberta do aprender e se deixar vivenciar pelos acontecimentos encontrados numa revistinha em quadrinhos.
De uma coisa podemos ter certeza, pode vir todos os tipos de tecnologias que o gibi será sempre companheiro, pois enquanto ele estiver despertando nos leitores sentimentos de estarem envolvidos na trama nunca se acabarão.