sexta-feira, 24 de abril de 2009

DROGAS: UMA VIAGEM SEM VOLTA
Relatório revela 26 milhões de dependentes químicos no mundo e mortes passam de 200 mil por ano

Curiosidade, influência dos amigos, desejo de fuga, busca pelo prazer... Esses são os principais motivos que levam uma pessoa a buscar as drogas. De acordo com Relatório Mundial sobre Drogas 2008, elaborado pelo escritório das Nações Unidas e contra Drogas (UNODC), os dependentes químicos estão na casa de 26 milhões e as drogas ilícitas matam 200 mil por ano.
Conhecida como “drogas das Elites”, a cocaína foi símbolo nos anos 1980, de uma geração denominada “yuppies”, jovens profissionais bem-sucedidos que inalavam em busca de energia e auto-estima. Já nos anos 1990, outro fenômeno, a popularização da música eletrônica e da cultura “clubber”, foram responsáveis pelo aumento do uso de drogas entre jovens, sendo o ecstasy e o LSD as mais famosas delas.
O advogado, Fernando Amorim, 32, encaixa-se perfeitamente nas características relacionadas e no relatório divulgado pela UNODC. Cinco anos longe das drogas, conta que as sequelas deixadas por ela foram marcantes em sua vida, o fato der ser usuário de drogas interferia em sua carreira, no seu cotidiano e com sua relação interpessoais com as pessoas mais intimas.
“Usei drogas desde meus 23 anos de idade, comecei usando maconha, depois em festas passei a utilizar o ecstasy e LSD, levei transtorno e desespero para toda minha família, cheguei a entrar para o mundo do crime, roubava e traficava para manter meu vício, larguei meu trabalho, perdi o respeito dos meus amigos e por pouco não acabei com meu casamento, abalado pelo incessante vício que me consumia”, relata Fernando.
Uma droga que chama a atenção e que causa grande preocupação na comunidade médica, é o crack , que rapidamente vicia e destrói o organismo do usuário. Segundo dados o Ministério da Saúde, entre as drogas ilícitas, o crack e a cocaína são as consideradas mais preocupantes, devido à relação que apresentam com a criminalidade e às fortes reações durante as síndromes de abstinência de seus usuários.

Sem querer se identificar L.B, 52, conta que sua vida hoje é um verdadeiro inferno, Mãe de três filhos, já perdeu um para o tráfico, e os outros dois, já procurou ajuda em diversas entidades governamentais e particulares para tirá-lo do vício das drogas, porém, não obtive nenhum resultado.
“O vício é uma coisa incontrolável, meus filhos são boas pessoas, mas infelizmente estou perdendo eles para o tráfico e para o crack e agora para a heroína, procurei todo tipo de ajuda e não tive nenhum resultado, sempre que penso estar tudo bem com eles, o jogo vira contra mim, e o resultado e catastrófico, dia desses, meu filho mais novo teve que ser levado às pressas para o hospital, ele teve princípio de overdose por ter usado heroína, não sei mais o que fazer, só Jesus para tirá-los dessa vida ingrata”, conta a mãe L.B.

Tabaco e álcool matam 7,5 milhões por ano
Os dados sobre as chamadas “drogas lícitas”, como o tabaco e o álcool, são ainda mais assustadores. O cigarro mata 5 milhões de pessoas por ano e o álcool, cerca de 2,5 milhões. O tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, matando mais do que o álcool e as drogas ilegais. Por isso é um dos maiores problemas de saúde mundial.
De acordo com dados de 2008 da Organização Mundial da Saúde (OMS), na média, todo fumante perde 15 anos de vida em comparação às pessoas que não possuem o hábito. O Cigarro possui em sua composição mais de 4.500 complexos químicos, como arsênio, amônia, sulfito de hidrogênio e cianeto hidrogenado. O fumo pode ocasionar doenças isquêmicas do coração, isquemias ou hemorragias cerebrais, doença pulmonar obstrutiva crônica, cânceres de pulmão, boca, laringe, esôfago e bexiga.
A necessidade de beber maiores quantidades de álcool para obter os mesmos efeitos, o aumento da importância do álcool na vida da pessoa e a falta de controle em relação ao momento de beber, além do surgimento de síndrome de abstinência, caracterizada por tremor das mãos, distúrbios gastrintestinais e do sono, são os principais sinais de que a pessoa esta sofrendo de alcoolismo.
Os indivíduos dependentes do álcool podem desenvolver várias doenças. Entre as mais freqüentes estão relacionadas ao fígado (esteatose hepática, hepatite alcoólica e cirrose), ao parelho digestivo (gastrite, síndrome de má absorção e pancreatite) e ao sistema cardiovascular (hipertensão e problemas cardíacos).

Vigilância domiciliar

Para o médico e psicólogo Arnaldo Valentim, os pais devem ficar atento a seus filhos, pois identificar se eles estão utilizando drogas ou consumindo bebidas alcoólicas é bem nítido, primeiro pela mudança de comportamento e depois por mudanças bruscas de atitudes, se chagam em casa muito tarde, dificuldade para dormir e falta de concentração.
“Os principais motivos que levam uma pessoa a utilizar drogas esta relacionados a fatores sociais e culturais, estímulo dos colegas, necessidade de se sentir “parte da turma”, busca de prazer e fuga de um estado depressivo”, esclarece Arnaldo.
Segundo Arnaldo, uma boa política de drogas eficaz que funcionaria não pode estar relacionada à pedagogia do terror, segundo ele a repressão é apenas um passo.
“É necessário promover maiores direitos para as pessoas. Instituir uma política de redução de danos causados pelas drogas. As novas medidas adotadas pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), seguem essa linha, por meio da viabilização dos Centros de Atendimento Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD). É um serviço ambulatorial que integra uma rede de atenção em substituição à” internação psiquiátrica” e que tem como princípio a reinserção social. Realiza ações de assistência, de prevenção e capacitação de profissionais para lidar com os dependentes”, conclui.

quinta-feira, 23 de abril de 2009






SUPERVIA: PEDIDOS DE DESCULPAS NÃO CONVENSEM A POPULAÇÃO


Após greve na semana passada, usuários ainda temem que outra greve aconteça.

Insegurança e medo são sentimentos que marcam profundamente os usuários dos trens da empresa SuperVia, na cidade do Rio de Janeiro. Após uma semana marcada pela greve dos ferroviários, que reinvindacavam por melhorias no transporte, conturbadas e inusitadas situações como a ocorrida na estação de Madureira, onde um repórter da TV Globo filmou um grupo de Agentes de Controle agredindo passageiros em uma composição desumanamente superlota, faz com que o medo de uma nova greve e de que agressões como as divulgadas por todos os veículos de comunicação voltem a acontecer, uma vez que tais modificações não estão sendo notadas pelos usuários do transporte.

De acordo com relatos de passageiros as cenas de violência são rotineiras, e que situações como as ocorridas em Madureira são habituais em outras estações nos demais ramais, dizem ainda, que os Agentes de Controle, não usam apenas os tais “chicotes” dos apitos, usam ainda pedaços de pau, barras de ferro, cabos de vassouras e cães, para reprimir pessoas que pulam os muros das estações ou estejam segurando as portas nos vagões.

A Advogada Amanda Ferraz, 36 anos, diz já ter presenciado inúmeras citações como as divulgadas pela mídia, nas estações do ramal que Liga Deodoro a Central do Brasil. “utilizo os trens todos os dias da semana, por ser um transporte rápido, vivemos em uma cidade onde o transporte público esta a beira de um colapso, infelizmente vira e mexe é possível ver uma pessoa sendo agredida ou mal atendida nas estações, sei que segurar as portas das composições é crime, porém, acredito que a empresa deveria executar um trabalho de reciclagem junto a seus funcionários, para que possam atender melhor as pessoas que fazem uso dos trens”, diz a Advogada.

Para a Supervisora de Call- Center, Cristina Siqueira, 30 anos, seu maior medo e que a greve volte a acontecer, e que todo o transtorno volte a mudar sua rotina diária. “Moro em Saracuruna, e dependo do trem para ir trabalhar todos os dias, a passagem dos ônibus aqui é cara e de carro, torna meu orçamento um pouco puxado, tenho medo que as reinvidicações feitas pelos maquinistas, não sejam atendidas e que todo aquele pesadelo volte a acontecer”, relata Cristina.

Em comunicado, divulgado pela rádio interna da concessionária, o Presidente da SuperVia, Amin Murad, em resposta aos acontecimentos pediu desculpas aos usuários e disse que a atitude tomada pelos Agentes de Controle contraria as normas da empresa. “Estou aqui para pedir desculpas a cada um de vocês, pelo episódio lamentável ocorrido na quarta feira (15), na estação de Madureira. Gostaria de ressaltar que tais atitudes contrariam completamente os valores de nossa companhia, que tem como foco o respeito a você, os Agentes de Controle, estão aqui para atender a todos com dignidade”, Comunicou Amin Murad.

O Representante comercial, Carlos Cavalcante, 42 anos, alega que os pedidos de desculpas sempre são feitos após ter acontecido algo que a mídia faz uma divulgação, porém muitos outros casos já aconteceram e como não foram noticiados, ficaram sem punições. “acredito que o papel dos Agentes de controle seja fundamental nas estações, mas agredir pessoas que ajudam a pagar seus salários é uma atitude nada menos que desequilibradas. Seria melhor os representantes da SuperVia antes de pedirem desculpas, treinassem melhor seus funcionárários. A população também têm um papel importante nesta melhoria todos devem se conscientizar e ajudá-los comunicando os erros e impedindo que alguns vândalos destruam um patrimônio bastante utilizado por todos há muito tempo.

Agente de Controle a dois anos M.R, não quis se identificar, porém diz estar consciente de que todos os guardas recebem instruções de abordagem e de atendimento ao público, e diz que casos como o ocorrido na estação de Madureira são causados pela exceção que acaba marcando e queimando a imagem dos demais.
“somos devidamente treinados nas práticas de atendimento, acompanhamos palestras onde é possível aprender técnicas de abordagem, o resto, trata-se de questão de educação, não sou defensor de ninguém, apenas dou meu ponto de vista sobre o assunto onde a maioria acaba pagando por uma equipe mal formada e despreparada psicologicamente para atuar em situações de crise, afinal estávamos enfrentando uma greve, é comum termos pessoas segurando portas isto é uma realidade, infelizmente isto acontece, pois assim como existem as exceções de guardas mal preparados temos uma parcela de clientes com baixo grau de educação e respeito ao próximo, que ao segurar as portas impede que os que saem de suas casas para trabalhar, cheguem ao seu destino ou retornem com a devida segurança e pontualidade, pois a viagem acaba sendo retardada, afinal os trens não podem sair com as portas abertas” diz M.R.
Atualmente, 11 são os números de municípios cortados pela linha férrea, que tem 225 kilômetros de extensão, com 89 estações, mais de 500 mil pessoas utilizam o transporte ferroviário, que possuem 170 composições onde juntas efetuam cerca de 666 viagens diariamente.

domingo, 5 de abril de 2009

O DRAMA DAS BALAS PERDIDAS

Aline da Conceição Viana, 39 anos, estava em sua residência no bairro Costa Barros, zona norte do Rio de Janeiro. Quando no dia 02 de abril de 2009, foi vítima por uma bala perdida, que perfurou seu braço esquerdo e na altura do coração. Aline, que mora próximo à comunidade conhecida como Morro da Pedreira, ficou sem os movimentos do braço e esta aposentada por invalidez. Sem querer tirar fotos, forneceu esta entrevista no interior de um ônibus.

Como era a comunidade quando você veio morar aqui?
Era boa, tinha poucas pessoas morando ainda, vim pra cá com meus pais quando tinha 16 anos. Brincava no meio da rua com meus amigos sem me preocupar com tiroteio e coisas deste tipo. Hoje, não deixo meu filho nem ir até o portão sozinho e muito menos ficar brincando na rua com os amiguinhos dele, porque quando menos esperamos a polícia sobe o morro e começam os tiros, pondo em risco as pessoas que moram no morro.

Qual é a sua opinião sobre a violência aqui no Rio de Janeiro?
Minha opinião não e muito diferente das outras famílias que moram próximas ou em comunidades carentes, a de total abandono.

Qual e seu maior medo, sabendo que a violência só cresce na cidade?
Meu maior medo e perder meu filho que esta com cinco anos de idade e meu marido que trabalha fora e chega à noite por volta das 10:00 hs.

Qual é a medida que vocês tomam quando acontecem os confrontos entre polícia e bandido na comunidade?
Agente se esconde abaixado no banheiro, porque fica localizado no meio da casa e se vier alguma bala terá que passar por três paredes até chegar onde estamos.

Já esteve em meio a um confronto?
Sim, estava voltando do trabalho e quando menos esperava a polícia apareceu e começou um tiroteio infernal. Era muito tiro eu me escondi atrás de um carro e me joguei no chão, fiquei lá por mais ou menos duas horas até a polícia ir embora e os tiros pararem.

O que você pensa para o futuro?
Para o meu futuro não penso em muita coisa não, mais para o futuro do meu filho sim; ele só tem cinco anos e ainda tem muita coisa para fazer. Primeiro quero sair deste local, que antes era de muita tranqüilidade. Agora estou vendendo a minha casa para mudar para um local menos violento, sei que vai ser difícil encontrar, mais sei que ainda existe. E só assim ficarei despreocupado em relação ao futuro de minha família.
O que você espera do governo em relação a violência?
Não espero mais nada. Não temos mais em quem confiar, votamos porque é “obrigatório” mesmo sabendo que estamos colocando mais um bandido na política brasileira que podemos considerar mais um reforço para a violência que já existe e que piora a cada dia.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Timidez:um obstáculo para o progresso profissional



Um desafio que deve ser encarado com determinação

Com um mercado de trabalho extremamente competitivo, não basta apenas ter um bom currículo ou boa aparência se você não tiver um perfil comunicativo. Muitas pessoas encontram dificuldades devido a um problema muito comum: a timidez.

Uma característica capaz de transformar excelentes profissionais em indivíduos inseguros e hesitantes, pode impedir que candidatos qualificados conquistem uma vaga, simplesmente por não conseguirem driblar e vencer a inibição. Além de um currículo favorável e experiência no mercado, é extremamente importante que o candidato seja capaz de demonstrar suas habilidades e tenha desenvoltura para argumentar e se fazer ouvir.

Quando surge uma oportunidade de emprego que se encaixa perfeitamente no seu perfil, o tímido entra em uma angustiante fase, na qual terá que se expor ao ser avaliado por pessoas desconhecidas. Entretanto, isso não significa que este indivíduo jamais encontrará “seu lugar ao sol”.

Wagner Dantas, 27, que trabalha em um escritório de contabilidade, conta que para conseguir uma colocação no mercado de trabalho não foi uma tarefa nada fácil, pois a timidez o atrapalhava sempre que era chamado a uma entrevista. “É difícil para uma pessoa tímida se soltar, tornar-se extrovertida, sempre que estava de frente com o entrevistador, minha timidez aflorava e me travava, não conseguia me soltar e mostrar minhas aptidões”, diz Wagner.

Nova faseApós um difícil processo de seleção, conviver com novos colegas de trabalho é também um desafio. " O dia seguinte às vezes pode ser pior do que o processo seletivo, saber que você irá ter que conviver com pessoas de diferentes aspectos e temperamentos, se torna um pesadelo”, ressalta Wagner Dantas.

O psiquiatra Sérgio Azevedo, acrescenta que nem sempre um perfil extrovertido é o melhor, segundo ele "em funções que exijam soltura, e uma extroversão maior, a inibição pode impedir que a pessoa obtenha resultados positivos, no entanto, em algumas funções é melhor que haja um perfil mais discreto”, pondera o doutor.

Para o médico, um dos fatores principais é não deixar que a timidez se torne uma fronteira invencível. “Quando o problema vir a comprometer a vida profissional e familiar, é preciso procurar tratamento, com auxílio de algumas técnicas, é possível reduzir a timidez e, principalmente, os sintomas a elas relacionados”, diz.

O profissional, ainda, ressalta que durante esse processo de mudança, o medo de ser julgado ou criticado não pode ter espaço em seus pensamentos. Siga em frente e aprenda a assumir as suas qualidades.
Por: Toni Rodrigues

Cerca de 200 mil brasileiros desaparecem

Famílias enfrentam dificuldades para se reestruturarem

Não existem palavras, línguas, gestos ou mesmo pensamentos que possam expressar a dor da perda. Sentimento que há dois anos, atormentam a vida da dona de casa, Márcia Cristina da Costa, 38 anos, que chora todos os dias com o sumiço de sua filha, Clara, de 12 anos, seqüestrada na porta da escola aos 10.
“Minha filha é tudo na minha vida, nunca imaginei que uma coisa destas iria acontecer em minha família, agente vê sempre este tipo de caso na televisão ou em novelas, nunca imaginamos que um dia aquilo pode acontecer conosco. Minha vida e de toda minha família parou no tempo, gastamos o que tínhamos e o que não podíamos, à procura de nossa linda Clarinha, tive que sair do trabalho por conseqüência de uma forte depressão, não conseguia me concentrar em outra coisa senão no paradeiro de minha filha” Lembra Márcia Cristina.

Já faz dois anos que não sei nada sobre minha filha, porém, nunca perdi a esperança de um dia reencontrá-la, algumas pessoas me aconselharam a tentar esquecer e se conformar com a perda, mais eu nunca irei desistir, sou movida pelo amor que sinto por ela e pela força que Deus me dá para continuar”. diz emocionada a mãe da menina.

Na realidade, o drama enfrentado por ela não é um caso isolado no Brasil. Embora não existam dados oficiais que determinem a quantidade de pessoas desaparecidas no Brasil, a ONG Movimento Nacional de Direitos Humanos, com base em uma extensa pesquisa, calculou que cerca de 200 mil pessoas desaparecem, por ano, no País.

Os desaparecimentos acontecem em grandes proporções, principalmente, nos países menos desenvolvidos, que acabam sofrendo com a precariedade de meios para a investigação, busca e identificação dos casos. Só no Brasil, estima-se que entre 10% e 20% dos casos permaneçam sem solução por um longo período ou jamais tiveram resolução. Um dos casos mais conhecidos é o do menino Carlos Ramires, o Carlinhos, que sumiu em 1973, no Rio de janeiro, quase 36 anos depois, o caso permanece sem solução.

E agora?

Então, se faz necessário que uma pergunta seja respondida: De que forma uma família, deve reagir se tiver um parente desaparecido, e como suportar a dor e dar continuidade à vida?

De acordo com o psicólogo, Claudio Guimarães, cada família reage de forma variada, umas abandonam toda a rotina do trabalho e em decorrência disto, acabam sendo demitidos, fazendo com que a situação se agrave ainda mais. Outras preferem isolar-se e acabam perdendo a vontade de viver.

O psicólogo ressalta, ainda, a importância da formação de redes de solidariedade entre famílias que passam pelo mesmo drama. “Quando as famílias passam a trocar experiências, elas acabam descobrindo que existem outras famílias com o mesmo problema e que não são os únicos que têm parentes desaparecidos, desta forma, conseguem ajudar-se mutuamente a se reerguerem e continuar tocando a vida".

A descrição das famílias feitas por Claudio Guimarães, descreve exatamente o que acontece com inúmeras pessoas no país, outro fator que deve ser lembrado é que nem sempre um desaparecimento se dá por conta de um seqüestro ou algo desta natureza, existem outros fatores como, maus tratos e violência sexual dentro dos lares, fator que determina que menores fujam de casa e acabam morando em abrigos ou se perdendo dos pais.

De acordo com dados do Instituto Econômico de Pesquisas Aplicadas (IPEA), cerca de 80 mil menores vivem em abrigos no País. Embora nem todas tenham perdido o vínculo com seus familiares, essa é uma situação comum nessas instituições. Por conta disso, a Fundação para a infância e adolescência (FIA), além do programa “SOS Criança Desaparecida”, também mantém o “Procuro Minha Família”, cuja função é localizar os parentes dos menores abrigados e de portadores de necessidades especiais, que também se encontram nessas instituições e reintegrá-los ao convívio familiar.

Prevenção

Para evitar que as crianças se percam, o “SOS Criança Desaparecida” orienta os pais a manter uma identificação junto aos filhos com nome, telefone e endereço (pode ser a carteira da escola ou uma pulseira de identificação, se a criança for pequena). Também é importante orientar os filhos a não aceitarem balas nem dinheiro de estranhos, e também não fornecerem endereço e telefone para pessoas desconhecidas (exceto se a criança estiver perdida). Se forem a lugares de grande circulação, marcar, em caso de perda, um ponto de encontro.

Se o menor desaparecer no Rio de Janeiro, a família deve entrar em contato com o SOS Criança Desaparecida” pelos telefones (21) 2286-8337. Nos demais estados, porém, há serviços de divulgação e localização de crianças desaparecidas, que formam a Redesap, cujo telefone é (61) 3429-9851
No site www.desaparecidos.mj.gov.br o internauta pode procurar orientações sobre como agir.
Por: Toni Rodrigues

TRIBOS URBANAS: SINÔNIMO DE PRECONCEITO


Jovens são alvos de preconceito e descriminação.



Preconceito, desconfiança, intolerância, curiosidade, admiração ou apenas modismo. Estas são algumas considerações feitas sobre as tribos – grupos de jovens unidos por um estilo de música, objetivos, ideologias, isto é, alguma identidade em comum.

A expressão "tribo urbana" foi cunhada pelo sociólogo francês Michel Maffesoli, que começou usá-la nos seus artigos a partir de 1985. A expressão ganhou força três anos depois com a publicação do seu livro Le temps des tribus: le déclin de l'individualisme dans les sociétés postmodernes.
Maffesoli destaca algo paradoxal nas tribos urbanas. Elas são instáveis e "abertas", podendo uma pessoa que participa delas "evoluir de uma tribo para a outra". Por outro lado, essas tribos alimentam um sentimento de exclusividade e um "conformismo estrito" entre seus participantes.

Hoje em dia, não é raro encontrarmos pelas ruas da cidade tribos de diversas particularidades, com sentimentos e atitudes culturais variadas. Uma das tribos mais recente e muito comentada nas escolas e faculdades são os EMOS. Grupos com características marcantes, compostos por jovens com feições tristes, trajes escuros, olhos pintados de preto e franjas caindo sobre os olhos. Chegaram ao Brasil em meados de 2003 sob a influência do estilo musical “emocore” – rock pesado com letras românticas.
Devido às características marcantes e atitudes inusitadas os jovens que fazem parte desta tribo sofrem com o preconceito, que freqüentemente são expostos.

O estudante Ricardo Bittencourt, 22 anos diz ter passado por humilhações pelo fato de ser Emo. “Estava no shopping com meus amigos também Emo, quando fomos abordados por dois homens aparentando ter entre 39 e 40 anos, que nos humilharam na praça de alimentação, aos gritos nos chamaram de gays, disserem que havíamos errado ao nascer e que éramos motivo de desgosto para nossos pais”, conta Ricardo.

“Senti-me humilhado, todos nos olharam, alguns com pena, outros com desconfiança e alguns até sendo favorável a situação, aproveitaram para dizer que somos jovens doentes”, acrescenta o estudante.

A psicóloga Márcia Chagas, esclarece que na sociedade em que vivemos, ser diferente gera preconceito, este sentimento pode ser visto como um entrave do desenvolvimento e do relacionamento da humanidade.
Para ela, é inadmissível aceitar atitudes e situações como as enfrentado pelo estudante Ricardo, porém é indiscutível sentir o preconceito e, somente é capaz de percebê-lo quem já passou por tal situação.

“Discrimina-se por quase tudo: pelo vestuário, pela linguagem, pela cor, pelo credo, pela posição social, etc. apesar de serem considerados depressivos, a maneira de se vestir ou cortar os cabelos pode ser uma forma de chamar a atenção sobre si, e nem sempre vem acompanhado de melancolia” esclarece.

“Tudo isto deveria ser diferente, afinal, vivemos em um pais onde a diversidade cultural é tão presente, que o surgimento dessas tribos deveria ser vistos com outros olhos, aceitar seria a palavra chave, quando isto acontecer, haverá um lugar onde as pessoas enfim poderão ser compreendidas e aceitas como seres comuns.” Conclui.

LISTA DE TRIBOS ESPELHADAS PELO MUNDO

Headbangers, Punks,Góticos, Headbangers, Rivetheads, Emos, Hippies, Grungers, Rappers, Pagodeiros, Clubbers, Skinheads, Surfistas, Otakus, Geeks, Regueiros, Rodados, Torcedor Organizado, Patricinhas, Playboys, Mauricinhos, Preppys, From UK, Basofes, Mitras/Chungas, Fashionistas


Por: Toni Rodrigues

quinta-feira, 31 de julho de 2008

ABANDONDONADOS E DESAMPARADOS PELA SOCIEDADE

Cerca de 300 mil brasileiros vivem marginalizados, excluídos da vida social. Seres Humanos com esperanças esgotadas, perdidas em meio à paisagem urbana.


Percorremos, eu e meu amigo Roberto Batista, o centro da cidade e a orla de Copacabana em um dia de feriado, mais precisamente no dia 22 de Maio de 2008 (corpus Christi), para capturarmos fotos a serem apresentadas a um trabalho de faculdade. Escolhemos o tema Faces do Rio, que tinha como objetivo mostrar os dois lados da moeda na vida e no cotidiano de uma metrópole como o Rio de Janeiro.
Mostramos com este trabalho momentos felizes e tristes da realidade carioca, momentos glamurosos como pessoas fazendo massagem e admirando a linda paisagem das praias de Copacabana e de abandono representado por uma mulher comendo alimentos encontrados nas lixeiras dos quiosques e outra dormindo em meio a um montante de lixo na calçada. Situações que são vivenciadas pelos cidadãos todos os dias e a todo instante. Através das fotos que serão mostradas a seguir, é possível identificar o contraste de uma realidade visível aos olhos de quem quer enxergá-las, como pessoas que fazem parte do quadro social, mas que são vistas como “fantasmas ambulantes”. É possível parar por um estante que seja, e observar que as pessoas quase passam por cima e não vê que são seres humanos.
É triste, porém, uma realidade que dia-após-dia só aumenta. Já tive a oportunidade de ter uma conversa com moradores de rua, constatei que na maioria são pessoas que já ocuparam status e que vieram de famílias com nível financeiro elevado, mas que por motivos que alguns preferem não comentar os levam a se isolar e a viverem nas ruas.
Severino de Castro e Catarina Boaventura, nomes fortes e de boa aparência, apesar de estarem sujos, vivem nas ruas e justificam o motivo de estarem nesta situação da seguinte forma:


“o destino me deu tudo que uma pessoa poderia ter, porém, o mesmo destino me
tirou tudo que tinha e agora me encontro na decadência que estou. Já fui rico um
dia, já tive bens de valores que nem acredito ter possuído, mas a sorte me
largou e agora tudo que me resta são estas roupas sujas, depender dos outros
para comer, do governo já não espero mais nada, porque já se sabe o quanto eles
nos admiram, afinal somos apenas pedaços de trapos perambulando pelas ruas da
cidade e incomodamos apenas os donos de restaurante e estabelecimentos que
ofereçam comidas a seus clientes. Para mim só o que me resta e esperar e rezar
para que um dia quem sabe, eu possa sair desta pra melhor, ou melhor, dizendo,
partir desta pra melhor. Morrer sem esperança de melhorias para mim, minha
esposa e as outras milhares que estão por este mundo de meu Deus”.
Desabafa


Veja contrastes que foram possíveis serem fotografados e observem como o Glamour e o Descaso caminham lado-a-lado.











segunda-feira, 14 de julho de 2008


GIBI, IMPORTÂNCIA SEM FIM
Jornais publicam quadrinhos desde o fim do século XIX e suas tiras começaram a ser reimpressa em revistinhas em 1929.Criadas por Will Eisner em 1937 na grande depressão, que os comic books e as histórias criadas para este formato surgem para conquistar o espaço que antes fora das pulp magazines, revistas populares de contos de aventura, fantasia e ficção científica.
Desde então os gibis ou revistas em quadrinhos como queira chamá-los, tomaram conta da vida e do cotidiano dos mais novos aos mais velhos sem distinção de idade. Muitos começaram a ler gibis pelo fato de se imaginarem por alguns instantes que seja um super herói e caírem de corpo e alma nas cenas ais quais estão lendo, ou até mesmo, como uma forma de distração (passa tempo), ou para as crianças uma forma também de aprenderem a ler e escrever de forma correta.
Os quadrinhos sem dúvidas vieram para inovar a vida dos adeptos do livrinho, que aos poucos foi tomando conta do cotidiano, em geral das crianças e a prova disto estão nos dias de hoje, onde mesmo com o avanço da tecnologia e o acesso a Internet de forma mais habitual o nosso velho e amigo gibi ainda continua fazendo parte da vida de muitas pessoas, que aos lêem continuam com as mesmas imaginações como enquanto crianças ou como uma descoberta do aprender e se deixar vivenciar pelos acontecimentos encontrados numa revistinha em quadrinhos.
De uma coisa podemos ter certeza, pode vir todos os tipos de tecnologias que o gibi será sempre companheiro, pois enquanto ele estiver despertando nos leitores sentimentos de estarem envolvidos na trama nunca se acabarão.





GENTILEZA ACIMA DE TUDO...



Por favor, obrigado, por gentileza e palavras do tipo dia após dia somem mais e mais do cotidiano da vida das pessoas em principal as das grandes cidades, muitos costumam encarar esta falta de educação com a correria do dia-a-dia dos grandes centros urbanos, dizendo que o tempo é curto e que mal dá para agradecer um favor ou uma gentileza recebida, porém, não é bem assim que acontece, parece que as pessoas esqueceram das boas maneiras e optaram pelo interesse, usando-as somente quando lhe convêm.
Fica parecendo que gentileza virou sinônimo de tolice e as palavras que reinam são injusto, mesquinho, fanfarrão e espertalhão.
A ética individualistas encontradas nos escritórios, como mostrados no programa de televisão o Aprendiz, onde é fato momentos de puxadas de tapetes, cotoveladas simbólicas e intrigas sendo formadas nos corredores contra aquele que tente se opor as suas opiniões e anseios que o fará ficar cada vez mais distante do sonhado pódio, ou seja, a colocação na escolha do mais novo integrante da empresa e vencedor do programa.
Ainda é possível mudar estes tipos de atitudes nas pessoas, pois gentileza e boas maneiras, além de tudo, funciona sim.
Basta as pessoas não importando sua classe social ou grau de escolaridade, por em mente que somente com uma boa educação será possível para modificar o quadro atual e que parece estar a cada dia sendo deixado de lado.
Educação vai além de um princípio moral ou de livros de etiqueta que alguém escreve com intuito de amenizar esta barbárie social; educação é um bem que se ganha de berço as escolas e a vida só existem para complementá-las e melhorá-las, e deve ser utilizada em todas as ocasiões, Há quase esqueci..., muito abrigado por ler meus textos!!!
TV DIGITAL NOVIDADE PARA POUCOS

O sistema brasileiro de tevê digital estreou no Brasil com força total e com apoio da mídia que fez uma ampla divulgação. As primeiras transmissões foram restritas à região metropolitana da cidade de São Paulo.
A tecnologia foi apresentada como a maior revolução nas telinhas desde que elas começaram a exibir cores. Mas a revolução veio acompanhada de fatores problemáticos o primeiro deles foram os preços dos conversores, equipamento capaz de adaptar o novo sinal aos aparelhos de tevê, para receber o sinal digital. Outro problema é o fato de a alta definição de imagem só poder ser obtida em televisores mais modernos e caros, como os de tecnologia de plasma ou LCD. Porém os problemas foram revistos e alterados para soluções, os valores dos conversores baixaram de preços após decisão do presidente da república, Luis Inácio Lula da Silva criando os modelos populares, ou seja, de valores mais accessíveis as demais classes da população brasileira. Vale a pena lembrar que os modelos populares só serão interessantes no período de transição da tecnologia enquanto as telas de alta definição não estiverem presentes na maioria dos lares.
Assim é possível afirmar que passado o momento inicial, a população tenha acesso a canais abertos com qualidade de som e imagem superior à da tevê paga, mas este processo certamente caminhará em rápidos sem se tornar um processo elitista, e dará ao espectador um programa de longa duração e de qualidade, assim como aconteceu nos processos de transição de celulares, DVDs e computadores.
Toni Rodrigues

segunda-feira, 5 de maio de 2008

PERGUNTA QUE NÃO CALA!
é um sinal de pontuação representado pelo sinal gráfico "?", e tem a função de induzir o leitor a entoar a frase em que ele é colocado como uma pergunta, dúvida. Ele é usado por todas as formas de escritas de origem romana. Sem pontos de interrogação, uma frase não pode ser entendida como pergunta, transformado-se em afirmação e prejudicando a comunicação. Denotada um sinal de dúvida ,de procura por uma resposta. Sua origem,vem da abreviação da palavra questio ("questão" em latim) que era colocada ao final de uma frase para indicar uma pergunta. Para economizar espaço, ela teria sido abreviada duas vezes. Primeiro para qo - mas isso podia confundir o leitor, indicando o final de uma frase. Depois, para um q minúsculo em cima de um o - transformando-se no embrião do atual ponto de interrogação.
O ponto de interrogação, existe para facilitar ou complicar a vida das pessoas?

Tai uma questão que sempre me intrigou, parei para pensar um pouco sobre esta pergunta que não me deixa calar; e tive essas conclusões.
Se pensarmos pelo fato de facilitar, provavelmente surgirão novas dúvidas, uma vez que sempre que ele estiver localizado na frase nos remeterá a uma resposta, e desta resposta surgirão outras e outras perguntas... então, fica complicado falar sobre sua facilidade, porém se ele não existisse teríamos ainda uma maior complicação em por exemplo, como saberíamos se uma frase se tornaria uma interrogativa se o sinal que a pré dispõe é o ponto de “?”. De que forma seria feita uma afirmação se para termos-na temos que antes ser perguntado sobre algo, ou do contrário teríamos um emaranhado de pessoas inseguras em suas afirmativas sem antes haver uma interrogativa.
Na verdade, é complicadíssimo responder esta”?”, pois fica parecendo um ditado popular que muita gente conhece “ Quanto mais mexe mais fede!” o que me leva a perguntar o que você acha do ponto de interrogação? Ele facilita a vida das pessoas ou complica?
Toni Rodrigues

Aguardo seu comentário!

sexta-feira, 2 de maio de 2008




Vida Curta e Morte absurda!




A morte de Isabela de Oliveira Nardoni assassinada aos 5 anos, foi mais uma história triste para a sociedade brasileira, que repercutiu por toda imprensa. Isabela adorava ler livros, falava o Português perfeito para a sua idade e sonhava em aprender a ler, porém morreu antes de realizá-lo e 20 dias antes de completar 6 anos, depois de “cair do 6º andar do prédio onde morava seu pai, na zona norte de São Paulo”.

Caso que chocou o Brasil, tornou-se o mais comentado e abordado na imprensa e pelas pessoas que dia após dia são submetidos a dúvidas por parte das decisões finais da polícia sobre o caso, a impressão que fica é a incapacidade que os órgãos competentes incumbidos pelas investigações para desvendar este crime misterioso que hora divulga que os culpados são quem a população acompanhadora do caso diz esta claro "pai e madrasta"; e depois desmentem com novas versões retirando a culpa imposta anteriormente sobre eles, esta muito a quem de uma de uma resolução comprovada com atitudes competentes.

Conversando com pessoas sobre o caso, percebi que à vontade delas seria fazer justiça com as próprias mãos, porém, a lei que dizem existir no País não as deixa realizar tal atitude, e que só no Brasil casos como este acontecem e ficam sem justificativa e punição ou apagam com o passar do tempo, se fosse em outros países, onde a lei para casos como este seria a pena de morte e que com certeza já teríamos uma finalização para o caso da menina, com o pai e madrasta punidos com o rigor da lei.

A indignação da população para com o caso mostra o quanto estão desapontados com as leis brasileiras, porém fazer justiça com as próprias mãos também é crime, seguido de punições legais. Até o presente momento nem o povo, nem a própria polícia investigadora, tem provas concretas sobre quem cometeu tal atrocidade, basta esperarmos o tempo que for necessário para que as investigações tenham respostas para um crime tão hediondo, fazendo com que o caso não caia no esquecimento das autoridades competentes para que as pessoas continuem a acreditar no dito popular que diz: "a justiça de Deus tarda, mais nunca falha!”.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

A SITUAÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA NA CIDADE MARAVILHOSA

O atual quadro da saúde pública na cidade do Rio de Janeiro é vexatório. Após diversas promessas do governo em propor melhorias, nada foi feito, e, no entanto, continuamos vendo hospitais em total estado de calamidade, com médicos mal remunerados e com atendimento precário.
É comum, nos hospitais públicos da cidade encontrarmos pacientes espalhados pelos corredores aguardando atendimento, em macas improvisadas ou até mesmo no chão, correndo o risco de se contaminarem por alguma doença hospitalar. Em alguns casos, pacientes estão à espera de um exame e se deparam com aparelhos quebrados ou em péssimo estado de conservação, tendo que aguardar a transferência para outra unidade.
Esse não é apenas o único problema enfrentado pelos pacientes, a falta de médicos e medicamentos e tão agravante quanto a própria situação dos hospitais, pois são má remunerados, porém, por amor à profissão tentam encarar a situação de forma natural, mas o esforço torna-se invão quando se deparam com a realidade da falta de profissionais aptos e que queira receber o valor salarial proposto pelo governo.
O quadro pode ser revertido se o governo abraçar essa causa com mais afinco e objetividade, oferecendo ao cidadão, hospitais com leitos e equipamentos de qualidade, rapidez no atendimento, médicos capacitados, aumento no efetivo e melhorias nas remunerações. E dar ao povo a dignidade, que eles merecem, uma vez que os elegeram na esperança de melhorias no bem estar social.


Escrito por: Toni Rodrigues e Roberto Batista

quarta-feira, 30 de abril de 2008

GRITO DE ALERTA ÀS MULHERES

No Brasil, estima-se que o câncer do colo de útero seja o terceiro mais comum na população feminina, sendo superado pelo câncer de pele e pelo de mama. Este tipo de câncer representa 10% de todos os tumores malignos em mulheres, estima-se que surgem por ano no País cerca de 20 mil casos, com 5 mil mortes (25%).
Vários são os fatores de risco identificados para o câncer do colo de útero. Os fatores sociais, ambientais e os hábitos de vida, como baixa atividade sexual antes dos 18 anos de idade, pluralidade de parceiros sexuais, vício de fumar (diretamente relacionado à quantidade de cigarros fumados), maus hábitos de higiene e o uso prolongado de contraceptivos orais são os principais.
O exame preventivo do câncer do colo do útero - conhecido popularmente como exame de Papanicolau - é indolor, barato e eficaz, podendo ser realizado por qualquer profissional da saúde treinado adequadamente, em qualquer local do país, sem a necessidade de uma infra-estrutura sofisticada. Ele consiste na coleta de material para exame na parte externa (ectocérvice) e interna (endocérvice) do colo do útero. O exame possibilita a identificação de lesões causadas pelo HPV no início. Se já houver câncer, um diagnóstico precoce torna possível um tratamento com sucesso.”“.
A fim de garantir a eficácia dos resultados, a mulher deve evitar relações sexuais, uso de duchas ou medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nos dois dias anteriores ao exame e não se submeter ao exame durante o período menstrual.
Toda a mulher que tem ou já teve atividade sexual deve submeter-se a exame preventivo periódico, especialmente dos 25 aos 59 anos de idade. O exame deve ser feito dez ou vinte dias após a menstruação, pois a presença de sangue pode alterar o resultado.
Os principais sintomas do câncer do colo do útero é o sangramento no início ou no fim da relação sexual e a ocorrência de dor durante a relação sexual.
Mantenha seu exame preventivo em dia.